terça-feira, 15 de maio de 2007

O PS antecipa-se para a Câmara de Lisboa

"A Comissão Política Nacional do PS reúne-se hoje ao fim da tarde para oficializar a escolha de António Costa como candidato socialista às eleições intercalares para a Câmara de Lisboa, ontem marcadas pelo Governo Civil da capital para 1 de Julho. A escolha do actual ministro de Estado e da Administração Interna como candidato à sucessão de Carmona Rodrigues vai obrigar a uma remodelação governamental, que fonte socialista disse à Lusa na noite de segunda-feira que será apenas "cirúrgica". No Jornal de Negócios.

Conheci o António Costa de raspão. Sou amigo do padrasto, Coronel Pedroso Marques, que foi presidente da LUSA. Tenho ideia dele de um homem sério, trabalhador, dedicado que gosta do "work done". Acho que destoava na "administração interna", perseguido pela sombra de Alberto Costa, um ministro e político claramente inferior. É a escolha certa do PS para Lisboa e "liquida" as pré-candidaturas de Helena Roseta e João Soares. Em sentido contrário, Paulo Gorjão aqui.
Espero que Marques Mendes avance com uma candidatura de idêntico peso e que não se limite a secundar segundas escolhas da distrital de Lisboa. O desafio geracional é claro e já chega de políticos seniores e figuras decorativas. Ainda que louras e bonitas...
Já agora porque não fazer avançar Eduardo Cabrita para a administração interna?

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Ainda sobre a Russia e o Ocidente

- Tough Dog, Selective Bark, Rose Gottemoeller, International Herald Tribune, May 4, 2007
- Russian reactions to U.S. foreign policy, Greg Granger, American Policy, May 6, 2007

O "bouclier" anti-missel da NATO e o Sr. Putin

Condoleezza Rice está em Moscovo a procurar serenar Vladimir Putin sobre as intenções norte-americanas e a projecção do dispositivo da Aliança Atlântica para Leste. O "atacante" previsível é o Irão mas ninguém tira da cabeça dos russos e dos observadores que Moscovo é ficcionado entre os possíveis atacantes futuros. Há uma diálise aqui: americanos e europeus funcionam no quadro das ameaças pós-Guerra Fria; Putin do quadro da arrumação de poderes na Guerra fria.
Outro dia dei comigo a pensar: há algo claramente brejneviano na conduta política do inquilino do Kremlin. Até pela sua educação política e estratégica como quadro do KGB, Putin acredita numa Europa com esferas de influência condicionadas pela projecção do poder específico. Mas existe no seu raciocínio um hiato. A Rússia perdeu o lugar ao estrelato de superpotência mais por culpa própria do que por vantagem do adversário. É uma potência nuclear, é uma economia de mercado algo caótica, apesar das taxas de crescimento que tem atingido nos últimos anos. Mas é ainda um poder industrial no sentido da velha ordem dos pactos militares [que já feneceu]. A economia dos serviços faz o seu caminho, tentativamente, mas os senhores do Kremlin jogam ainda nos velhos paradigmas e na cansada lógica da influência. A fronteira leste da União Europeia está hoje na Bielorússina e na Ucrânia não na república checa.
Pena que não tenhamos um politico europeu com "eles no sítio" para o explicar ao Sr. Putin. Terá que ser a Dra Rice a fazer as despesas da conversa. Ela tem duas vantagens pela sua parte: fala fluentemente russo e conhece a política soviética como as suas mãos. Nós [europeus] temos um Sr. PESC que há quase três anos faz figura de idiota e uma comissária de relações externas que ninguém conhece pelo nome.

domingo, 13 de maio de 2007

Não posso deixar de concordar com Miguel de Sousa Tavares

[...] Ainda hoje não se me varreu da cabeça a imagem do padre Frederico, esse sinistro pedófilo e assassino brasileiro, cuja prisão o bispo do Funchal teve a audácia infame de comparar ao martírio de Cristo, e a quem uma juíza benevolente concedeu uma saída precária que terminou com a sua fuga impune e eterna para o Brasil. Na minha própria escala penal, não existe crime mais odioso do que a pedofilia. Se eu mandasse, todos os pedófilos seriam compulsivamente sujeitos a castração química - e logo ao primeiro cometimento, porque não acredito na sua regeneração. As penas seriam cumpridas integralmente até ao final e seriam perseguidos judicialmente todos os utilizadores de «sites» e outro material pedófilo.[...]

X--X--X


O Miguel tem a capacidade de nos comover com as opiniões desempoeiradas que defende com enorme coragem. Nada devendo nada a ninguém pode falar alto e grosso. Talvez acrescentasse ao que diz no Expresso que quando se vê regressar, com enorme força, a moralidade das sacristias e das velhas beatas que os padres que um pouco pelo mundo fora ameaçam e abusam de crianças cuja miséria [ou abandono] as colocou na dependência da assistência religiosa deveriam ser obrigados a usar o cirílico até aos fins dos dias. Talvez aí percebessem a enormidade do seu crime e penassem - com dor equivalente - por ele.



sábado, 12 de maio de 2007

[In]Constâncio

Vítor Constâncio acredita que, em 2009, Portugal poderá cumprir o défice de 2,4 por cento do PIB estabelecido pelo Governo.No início da semana, a Comissão Europeia alertou que, caso Portugal não mude de política, arrisca-se a ultrapassar de novo a meta dos três por cento.No entanto, o governador do Banco de Portugal sublinha que há razões para manter o optimismo.

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Não percebo o que este tipo faz no Banco de Portugal. Uma semana diz uma coisa, outra diz outra. O "frete" ao governo insinua-se em cada palavra e acção. Junto a minha opinião à de outros blogonautas: se fosse eleito primeiro-ministo a primeira coisa que faria seria demitir este tipo. Não é útil, antes um empecilho do regime.

Ramos Horta, presidente de Timor Lorosae

Horta concretiza o seu objectivo político de várias décadas: ver-se eleito presidente do seu país pelos seus concidadãos. A "velha ratazana" inspira-se e ganha, com mais de 70% dos escrutínios.

Xanana 2, Altatiri, 0.
Vêm aí as legislativas, vamos a ver se o peso pesado da política timorense cria o efeito de onda que será utilissimo ao "the old chap". Parece que o eleitorado teve bom senso, afinal. Horta é o melhor entre os menos bom. Joga o seu peso mas será cilindrado se frustrar as expectativas de ordem, estabilidade e estado de direito que grangeou. Alkatiri espera na sombra.

The good old boy avança

Gordon Brown anunciou, sexta-feira, a candidatura à liderança do Partido Trabalhista, para ser o próximo primeiro-ministro, após ter recebido o apoio de Tony Blair. Os Estados Unidos também já apoiaram a candidatura de Gordon Brown. Na TSF on-line.

Nenhuma surpresa. O eterno "segundo" avança mas tem que convencer os britânicos que é melhor que os conservadores e que apesar de 10 anos de poder do Labour vale a pena continuar a dar-lhes o crédito de governarem. Ao "old boy" falta carisma e clareza de pensamento e a liderança intuitiva de Blair. Mas já vimos políticos de boa cepa começarem pior...

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Ecofin conclusions on hedge funds

Main results of the Council

The Council adopted conclusions on three interlinked issues relating to financial markets:

  • it acknowledged that hedge funds have contributed significantly to fostering the efficiency of the international financial system, and called on creditors, investors and national authorities to remain vigilant and to adequately assess the potential systemic and operational risks that hedge funds present. It emphasised the need for a better understanding of the characteristics of hedge funds and for adequate investor protection;
  • on asset management, the Council called on the Commission to present a proposal for revision of the directive on UCITS (undertakings for collective investment in transferable securities), so as to cater for the growth of the investment industry and to enhance its potential for further growth.
  • as regards the financial consequences of ageing, the Council called on the member states to work for increased participation and contribution levels of households in non-statutory pension schemes, and asked the Commission to consider work on the development of a single market for retirement products.

Results for Hedge Funds and Financial Stability

The Council adopted the following conclusions.

The Council:

  • EMPHASISES the importance it attaches to an integrated, dynamic and competitive financial marketplace in supporting growth and job creation through proper allocation of capital, including via hedge funds, and financial stability;
  • ACKNOWLEDGES that hedge funds have contributed significantly to fostering the efficiency of the financial system, but also STRESSES the potential systemic and operational risks associated with their activities,
  • NOTES that the so-called 'INDIRECT supervision' approach, through close supervisory monitoring of credit institutions' exposures to hedge funds and progress in upgrading their internal risk management systems, has so far enhanced resilience to systemic shocks; and RECALLS the need for creditors, investors and authorities to remain vigilant and to adequately assess the potential risks that hedge funds present. In this context creditors and investors should also examine whether the current level of transparency of hedge funds' activities is appropriate. In the exercise of their 'indirect supervision', relevant supervisory authorities should monitor developments and cooperate among themselves;
  • STRESSES the need for a better understanding of hedge funds characteristics for proper monitoring of the financial stability impact of hedge funds' activities, and therefore ENCOURAGES all relevant institutions to develop and apply an analytical and evidence-based approach in this area;
  • NOTES that concerns have been expressed regarding increased retail distribution of hedge fund products in some Member States and RECOGNISES the need to ensure adequate investor protection;
  • INVITES therefore the Commission to take all relevant regulatory and market developments into account, in assessing the case for and against providing a Single Market framework for the retail-oriented non-harmonised fund industry, which might include some funds of hedge funds; and LOOKS FORWARD to the Commission's report thereon.