terça-feira, 15 de maio de 2007

Fernando Negrão

Boa aposta de Marques Mendes para Lisboa. Parece que me ouviu.
Fernando Negrão é uma excelente escolha, pela sua capacidade de liderança, pela sua capacidade de realização de que é bom exemplo o tempo que esteve à frente da Polícia Judiciária, tendo ainda como valor acrescentado o facto de ter experiência como vereador na Câmara Municipal de Setúbal. Barrosista de boa cepa, Fernando Negrão é uma escolha mais credível que Fernando Seara [considerado a escolha anterior de Marques Mendes] um dos "enfant gatée" da política lisboeta que me parece ter mais marketing pessoal do que substância. Temos candidatos e obra, sim senhor. Se o PSD no seu conjunto se envolver neste combate é possível bater António Costa.

António Costa e Rui Pereira

Confirmado António Costa em Lisboa, uma excelente e arguta escolha de José Sócrates. Escolha que não desguarnece o PS no governo [também concordo] mas que prepara outra coisa mais importante: a sucessão de José Sócrates como secretário-geral.
2-0 pronto.
Excelente escolha de Rui Pereira para o ministério da administração interna. Conheço o Rui desde a década de 70, tendo sido seu condiscípulo na Faculdade de Direito de Lisboa e meu companheiro na célula comunista da mesma faculdade. Esteve - creio - na brigada que presenciou o assassinato de Alexandrino de Sousa pela UDP. Um homem determinado, corajoso, casmurro com faro e sentido de destino. Peculioso com os detalhes, organizado, irá fazer um excelente lugar. O Ruizinho como lhe chamávamos com amizade.

Deixem-me....

recomendar-lhes alguma música. Dois discos "imperdíveis" de e sobre uma grande autora/compositora.

O PS antecipa-se para a Câmara de Lisboa

"A Comissão Política Nacional do PS reúne-se hoje ao fim da tarde para oficializar a escolha de António Costa como candidato socialista às eleições intercalares para a Câmara de Lisboa, ontem marcadas pelo Governo Civil da capital para 1 de Julho. A escolha do actual ministro de Estado e da Administração Interna como candidato à sucessão de Carmona Rodrigues vai obrigar a uma remodelação governamental, que fonte socialista disse à Lusa na noite de segunda-feira que será apenas "cirúrgica". No Jornal de Negócios.

Conheci o António Costa de raspão. Sou amigo do padrasto, Coronel Pedroso Marques, que foi presidente da LUSA. Tenho ideia dele de um homem sério, trabalhador, dedicado que gosta do "work done". Acho que destoava na "administração interna", perseguido pela sombra de Alberto Costa, um ministro e político claramente inferior. É a escolha certa do PS para Lisboa e "liquida" as pré-candidaturas de Helena Roseta e João Soares. Em sentido contrário, Paulo Gorjão aqui.
Espero que Marques Mendes avance com uma candidatura de idêntico peso e que não se limite a secundar segundas escolhas da distrital de Lisboa. O desafio geracional é claro e já chega de políticos seniores e figuras decorativas. Ainda que louras e bonitas...
Já agora porque não fazer avançar Eduardo Cabrita para a administração interna?

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Ainda sobre a Russia e o Ocidente

- Tough Dog, Selective Bark, Rose Gottemoeller, International Herald Tribune, May 4, 2007
- Russian reactions to U.S. foreign policy, Greg Granger, American Policy, May 6, 2007

O "bouclier" anti-missel da NATO e o Sr. Putin

Condoleezza Rice está em Moscovo a procurar serenar Vladimir Putin sobre as intenções norte-americanas e a projecção do dispositivo da Aliança Atlântica para Leste. O "atacante" previsível é o Irão mas ninguém tira da cabeça dos russos e dos observadores que Moscovo é ficcionado entre os possíveis atacantes futuros. Há uma diálise aqui: americanos e europeus funcionam no quadro das ameaças pós-Guerra Fria; Putin do quadro da arrumação de poderes na Guerra fria.
Outro dia dei comigo a pensar: há algo claramente brejneviano na conduta política do inquilino do Kremlin. Até pela sua educação política e estratégica como quadro do KGB, Putin acredita numa Europa com esferas de influência condicionadas pela projecção do poder específico. Mas existe no seu raciocínio um hiato. A Rússia perdeu o lugar ao estrelato de superpotência mais por culpa própria do que por vantagem do adversário. É uma potência nuclear, é uma economia de mercado algo caótica, apesar das taxas de crescimento que tem atingido nos últimos anos. Mas é ainda um poder industrial no sentido da velha ordem dos pactos militares [que já feneceu]. A economia dos serviços faz o seu caminho, tentativamente, mas os senhores do Kremlin jogam ainda nos velhos paradigmas e na cansada lógica da influência. A fronteira leste da União Europeia está hoje na Bielorússina e na Ucrânia não na república checa.
Pena que não tenhamos um politico europeu com "eles no sítio" para o explicar ao Sr. Putin. Terá que ser a Dra Rice a fazer as despesas da conversa. Ela tem duas vantagens pela sua parte: fala fluentemente russo e conhece a política soviética como as suas mãos. Nós [europeus] temos um Sr. PESC que há quase três anos faz figura de idiota e uma comissária de relações externas que ninguém conhece pelo nome.

domingo, 13 de maio de 2007

Não posso deixar de concordar com Miguel de Sousa Tavares

[...] Ainda hoje não se me varreu da cabeça a imagem do padre Frederico, esse sinistro pedófilo e assassino brasileiro, cuja prisão o bispo do Funchal teve a audácia infame de comparar ao martírio de Cristo, e a quem uma juíza benevolente concedeu uma saída precária que terminou com a sua fuga impune e eterna para o Brasil. Na minha própria escala penal, não existe crime mais odioso do que a pedofilia. Se eu mandasse, todos os pedófilos seriam compulsivamente sujeitos a castração química - e logo ao primeiro cometimento, porque não acredito na sua regeneração. As penas seriam cumpridas integralmente até ao final e seriam perseguidos judicialmente todos os utilizadores de «sites» e outro material pedófilo.[...]

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O Miguel tem a capacidade de nos comover com as opiniões desempoeiradas que defende com enorme coragem. Nada devendo nada a ninguém pode falar alto e grosso. Talvez acrescentasse ao que diz no Expresso que quando se vê regressar, com enorme força, a moralidade das sacristias e das velhas beatas que os padres que um pouco pelo mundo fora ameaçam e abusam de crianças cuja miséria [ou abandono] as colocou na dependência da assistência religiosa deveriam ser obrigados a usar o cirílico até aos fins dos dias. Talvez aí percebessem a enormidade do seu crime e penassem - com dor equivalente - por ele.



sábado, 12 de maio de 2007

[In]Constâncio

Vítor Constâncio acredita que, em 2009, Portugal poderá cumprir o défice de 2,4 por cento do PIB estabelecido pelo Governo.No início da semana, a Comissão Europeia alertou que, caso Portugal não mude de política, arrisca-se a ultrapassar de novo a meta dos três por cento.No entanto, o governador do Banco de Portugal sublinha que há razões para manter o optimismo.

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Não percebo o que este tipo faz no Banco de Portugal. Uma semana diz uma coisa, outra diz outra. O "frete" ao governo insinua-se em cada palavra e acção. Junto a minha opinião à de outros blogonautas: se fosse eleito primeiro-ministo a primeira coisa que faria seria demitir este tipo. Não é útil, antes um empecilho do regime.