segunda-feira, 21 de maio de 2007

Poliítica e futebol

Política e Futebol

As regras da política estão cada vez mais parecidas com as do futebol. Veja-se, por exemplo as eleições para a Câmara de Lisboa...
Os aspectos tácticos: Os rigores tácticos e as tácticas defensivas tiraram emoção e brilho ao futebol e ameaçam dar cabo do espectáculo. A escolha do PS foi meramente táctica. Penso que António Costa ganhará sem grande dificuldade, pois irá tirar espaço a Helena Roseta.
O PSD não teve táctica (nem tacto...) , apresenta um ponta de lança sem grandes rasgos e não “joga” como equipa, é um somatório de indivíduos com problemas de “balneário” e pouco respeito pelo treinador. Normalmente, dá derrota... e se Carmona se recandidatar, pode ser mesmo um descalabro.
Presumo, porém, que também por parte dos eleitores irá haver muitos votos tácticos, nomeadmente por parte de socialistas descontentes com Sócrates
A arbitragem: Como acontece no futebol, a arbitragem ( Governo Civil) foi contestada por ter marcado as eleições para 1 de Julho. É verdade que os “grandes” - Partidos com assento na Câmara - manifestaram a sua concordância, mas os “pequenos” independentes ( que no futebol lutam por que lutam por um lugar na Europa ou para não descer de Divisão e em política para ter 1 lugarzito no palco das grandes decisões)) não se cansam de acusar o árbitro de parcialidade e de insinuar que foi uma cedência da Governadora Civil ao seu patrão ( António Costa). Um “Apito Dourado” em perspectiva. Mais uma tarefa para Maria José Morgado ( a “levezinha” do Sporting , desculpem... da política) resolver?
Conselho de Justiça: No futebol há um conjunto de pessoas, entre as quais se incluem alguns juízes, que integram o Conselho de Justiça e gostam de fingir que aplicam leis
( quando não têm afazeres mais importantes, como jogar bridge ou similar). Na política também há uns órgãos cujos titulares gostam de fazer palhaçadas para animar o circo.
Os oportunistas: Helena Roseta protestou contra data das eleições, o TC deu-lhe razão e logo Paulo Portas se pôs em “bicos de pés”, à boleia de uma decisão cuja mentora foi a ex-deputada PS/ PSD. reponderar Oportunistas que singram à custa do trabalho de outros também não faltam no futebol, mas o maior beneficiado será certamente Carmona Rodrigues que depois de dizer que não se candidatava, já admite vir a recandidatar-se. O PSD espera que não o faça.

Freitas do Amaral

Há duas coisas que aprendemos com a idade. A venerar os mestres ainda que tenhamos discordado deles; a estimar os amigos que nos acompanham na estrada longa da nossa vida, ainda quando de vez em vez nos tenhamos aborrecido. As duas coisas são prazeres ignaros que só se disfrutam com a idade e a maturidade que os acompanha.
Esta semana jubila-se um dos meus Mestres, o Prof. Freitas do Amaral. Fui seu aluno por duas vezes nas carteiras da Faculdade de Direito de Lisboa nos anos 70 e na Universidade Católica Portuguesa, no fim dos anos 90. Não foi, por um triz, meu orientador de doutoramento. Agora que se retira quero deixar aqui o preito de admiração e estima ao homem, ao académico, ao investigador e ao político. A ele devemos [também] a serenidade última da normalização democrática. Pessoalmente devo-lhe as magnificas lições que lhe ouvi e a estima que teve para comigo.
Bravo Professor! Até um dia!

Futebóis

Percebo que o país se entretanha na "rêverie" do futebol para esquecer outros assuntos mais amargos, como a incompetência dos políticos. Mas também aí o público não pode cuspir para o ar e apregoar que a culpa não é sua. Os políticos são - em qualquer conjuntura - a expressão da comunidade donde ascendem. Têm os tiques, os defeitos e as qualidades desta. É verdade que há políticos que dizem o contrário e falam no "bom senso" dos eleitores. Tenho sempre a sensação quando o oiço que me estão a chamar estúpido. Voltando ao princípio parabéns ao Porto e ainda mais ao Sporting, pela ponta final.

Israel avança para Gaza

Confirma-se o que previ aqui. A culpa é exclusivamente dos palestinianos. No Público.

domingo, 20 de maio de 2007

Sarkozy, o fascista....

[...] Acontece que Sarkozy, entre os famigerados defeitos que tem, trabalha rápido. Balanço da 1.ª semana: o fascista deu como exemplo aos liceais um jovem herói comunista fuzilado pelo nazis; retrógrado, o seu Governo tem metade mulheres; sectário, nomeou vários socialistas; racista, fez porta-voz a ministra da Justiça, uma árabe. Os pedaços de asno tinham razão em não gostar dele. Sarkozy é um perigo para os pedaços de asno.

Ferreira Fernandes, no DN

Morre um dos assassinos de Daniel Pearl

Saud Memon, o paquistiniano que foi acusado de ter colaborado na morte do jornalista do Wall Street Journal, Daniel Pearl [ao lado] depois do seu rapto em 2002 terá morrido de tuberculose memingite diz a imprensa internacional. O islamista Ahmed Omar Sheikh seria condenado à morte pelo assassinato de Pearl enquanto outros três cumplices cumprem penas de prisão perpétua.
Como diz o Corão que a sua alma sofra até à eternidade as chamas do inferno.

Timor, Horta e o revivalismo presidencial

Ramos Horta presta juramento como segundo presidente democraticamente eleito do ultimo país a juntar-se à comunidade das nações. Personalidade relevante da resistência timorense no exterior, representante pessoal de Xanana de Gusmão, quando as rivalidades das facções políticas internas impediam uma unidade à volta de princípios essenciais, Horta é um homem chave na transição do "poder revolucionário" para o poder civil.
Timor viveu o seu Verão Quente no ano transacto e ele conduziu à instalação de mais um contigente de manutenção de paz da ONU . Essa presença não se pode eternizar.
É bom que Horta represente o 25 de Novembro dos timorenses e o regresso dos militares aos quartéis. A colocação da "revolução" no tracking correcto para a normalidade democrática. O presidente de Timor tem uma enorme importância não tanto pelos seus poderes constitucionais, mas pelo seu poder institucional activo. Como a crise do ano transacto demonstrou.
Vejamos agora o processo que levará às eleições legislativas em semanas. A FRETILIN espera uma vingança histórica sobre Xanana e seus aliados próximos. Pessoalmente acho uma asneira a formação do partido presidencial. Xanana não tem perfil nem condições políticas para primeiro-ministro. Teve o seu indelével papel histórico. A sua teimosia lembra-nos os exemplos tristes do "cronism" africano, o apego ao poder pelo poder.
Nós tivemos o nosso eanismo mas ele não nos levou a lado nenhum. Antes baralhou o sistema político sem nada de válido a acrescentar.

Tréguas na Palestina?

O Hamas e a Fatah aceitam mais um interregno na sua recente violência de clãs. Mais do que uma partilha de poder que facilite a estabilização da situação palestiniana as principais facções armadas querem o vitória [definitiva] sobre o adversário. Dificilmente teremos aqui a repetição da consulta popular já que o Hamas considera-se legitimado pelo veredicto popular.
Em Gaza os ataques de misseis contras as vilas israelitas no outro da fronteira multiplicam-se. Bem como o número de vítimas civis, entre crianças e mulheres. É provável que exista aqui uma manobra de provocação para provocar uma nova incursão israelita e o adiamento da retirada de Gaza.
Para os extermistas palestinianos o pior é o melhor.
Dificil a acção da ONU e dos países interessados em arbitrar um fim para este conflito.