segunda-feira, 21 de maio de 2007

Só este cromo é que me fazia rir...

"Quando, na semana passada, soube que deveria ser ele o candidato do PS à Câmara de Lisboa, interroguei-me: no seu lugar eu faria o mesmo? Se eu fosse número dois do Governo, trocaria o cargo pelo de candidato à Câmara?". No SOL.

Se "eu" fosse? Quem, o arquitecto Saraiva??????

Helena Roseta...

...sempre avança para a Câmara apesar do PS ter escolhido um bom candidato [António Costa]. Mais que uma candidatura é uma ruptura com a "família política" a que se acolheu quando saiu do PSD, em ruptura com Cavaco Silva. Destoava, provavelmente, no mar socialista das auroras rosas.
É excelente que exista este pluralismo de alternativas nas candidaturas à Câmara. Os portugueses escolhem assim entre mais hipóteses. Se estivesse em Lisboa seguiria a proposta do meu partido e apoiaria Fernando Negrão. Acho-o um bom candidato, com vontade e capacidade de realização como provou nos postos públicos por que tem passado. O resultado da campanha e das urnas será um imponderável. Mas acho que já chega de vencedores a priori. Que digam a que vêm e que sejam julgados nas urnas.

Asnos e camaleões

Ferreira Fernandes chamou "pedaços de asno" àqueles que consideraram Sarkozy fascista e racista. Não fica bem a um jornalista insultar os seus leitores, mas vindo de quem vem, não é causa para espanto.
Incluo-me no número dos que não confiam em Sarkozy e o consideram isso mesmo: racista e fascista. E prefiro ser considerado asno ( no caso de Sarkozy vir a provar que me enganei) do que ser camaleão como FF.
Ficarei a aguardar com atenção mais uma cambalhota do "prosador das conveniências" e à espera de que troque as páginas dos jornais pelos palcos do circo. Dizem-me que já há por lá demasiados contorcionistas e malabaristas, mas não há nada como tentar!

O Harakiri de Sócrates?

António Costa será o candidato do PS à CML. Sem grandes alternativas para uma coligação com o PC e o BE ,depois de Helena Roseta ter anunciado a sua candidatura, Sócrates decidiu jogar uma cartada forte e apresentar um trunfo com grandes probabilidades de sair vencedor.
A escolha é , porém, de alto risco. Se António Costa for derrotado, Sócrates ficará mais isolado no Governo e com menos espaço de manobra no seio do próprio PS. Uma nova derrota eleitoral ( será a terceira depois da vitória nas legislativas de 2005, porque a Madeira apesar de tudo não conta para a estatistica) significará a entrada definitiva num plano inclinado que dificilmente conseguirá reverter a seu favor em 2009.
Mas se António Costa ganhar, o problema não será menor. Apesar de ver a sua moral levantada com uma vitória em Lisboa, Sócrates perderá o seu nº 2 e, mais do que isso, passará a ter em António Costa um novo adversário, com legitimidade para aspirar ao lugar de secretário-geral do PS, esgrimindo sempre o argumento de ter ganho umas eleições que o PM nunca enfrentou ( a vitória em 2005 foi mais baseada no cansaço dos eleitores em relação ao PSD, do que à custa de méritos pessoais) .
António Costa irá, também, fazer muita falta a este Governo. Porque tinha muito peso e porque nas suas mãos estavam os principais “dossiers” da Presidência europeia. Além do mais, se a operação do combate aos incêndios que se avizinham num Verão que se anuncia como o mais quente de sempre for um fracasso, não faltará no PS e no País, quem se lembre de António Costa.Mas o actual ministro da Administração Interna também não terá muitas razões para esfregar as mãos de contentamento, no caso de ser eleito Presidente da autarquia lisboeta. Sobre isso, porém, falarei mais tarde

Poliítica e futebol

Política e Futebol

As regras da política estão cada vez mais parecidas com as do futebol. Veja-se, por exemplo as eleições para a Câmara de Lisboa...
Os aspectos tácticos: Os rigores tácticos e as tácticas defensivas tiraram emoção e brilho ao futebol e ameaçam dar cabo do espectáculo. A escolha do PS foi meramente táctica. Penso que António Costa ganhará sem grande dificuldade, pois irá tirar espaço a Helena Roseta.
O PSD não teve táctica (nem tacto...) , apresenta um ponta de lança sem grandes rasgos e não “joga” como equipa, é um somatório de indivíduos com problemas de “balneário” e pouco respeito pelo treinador. Normalmente, dá derrota... e se Carmona se recandidatar, pode ser mesmo um descalabro.
Presumo, porém, que também por parte dos eleitores irá haver muitos votos tácticos, nomeadmente por parte de socialistas descontentes com Sócrates
A arbitragem: Como acontece no futebol, a arbitragem ( Governo Civil) foi contestada por ter marcado as eleições para 1 de Julho. É verdade que os “grandes” - Partidos com assento na Câmara - manifestaram a sua concordância, mas os “pequenos” independentes ( que no futebol lutam por que lutam por um lugar na Europa ou para não descer de Divisão e em política para ter 1 lugarzito no palco das grandes decisões)) não se cansam de acusar o árbitro de parcialidade e de insinuar que foi uma cedência da Governadora Civil ao seu patrão ( António Costa). Um “Apito Dourado” em perspectiva. Mais uma tarefa para Maria José Morgado ( a “levezinha” do Sporting , desculpem... da política) resolver?
Conselho de Justiça: No futebol há um conjunto de pessoas, entre as quais se incluem alguns juízes, que integram o Conselho de Justiça e gostam de fingir que aplicam leis
( quando não têm afazeres mais importantes, como jogar bridge ou similar). Na política também há uns órgãos cujos titulares gostam de fazer palhaçadas para animar o circo.
Os oportunistas: Helena Roseta protestou contra data das eleições, o TC deu-lhe razão e logo Paulo Portas se pôs em “bicos de pés”, à boleia de uma decisão cuja mentora foi a ex-deputada PS/ PSD. reponderar Oportunistas que singram à custa do trabalho de outros também não faltam no futebol, mas o maior beneficiado será certamente Carmona Rodrigues que depois de dizer que não se candidatava, já admite vir a recandidatar-se. O PSD espera que não o faça.

Freitas do Amaral

Há duas coisas que aprendemos com a idade. A venerar os mestres ainda que tenhamos discordado deles; a estimar os amigos que nos acompanham na estrada longa da nossa vida, ainda quando de vez em vez nos tenhamos aborrecido. As duas coisas são prazeres ignaros que só se disfrutam com a idade e a maturidade que os acompanha.
Esta semana jubila-se um dos meus Mestres, o Prof. Freitas do Amaral. Fui seu aluno por duas vezes nas carteiras da Faculdade de Direito de Lisboa nos anos 70 e na Universidade Católica Portuguesa, no fim dos anos 90. Não foi, por um triz, meu orientador de doutoramento. Agora que se retira quero deixar aqui o preito de admiração e estima ao homem, ao académico, ao investigador e ao político. A ele devemos [também] a serenidade última da normalização democrática. Pessoalmente devo-lhe as magnificas lições que lhe ouvi e a estima que teve para comigo.
Bravo Professor! Até um dia!

Futebóis

Percebo que o país se entretanha na "rêverie" do futebol para esquecer outros assuntos mais amargos, como a incompetência dos políticos. Mas também aí o público não pode cuspir para o ar e apregoar que a culpa não é sua. Os políticos são - em qualquer conjuntura - a expressão da comunidade donde ascendem. Têm os tiques, os defeitos e as qualidades desta. É verdade que há políticos que dizem o contrário e falam no "bom senso" dos eleitores. Tenho sempre a sensação quando o oiço que me estão a chamar estúpido. Voltando ao princípio parabéns ao Porto e ainda mais ao Sporting, pela ponta final.

Israel avança para Gaza

Confirma-se o que previ aqui. A culpa é exclusivamente dos palestinianos. No Público.