sexta-feira, 1 de junho de 2007

Intersindical

"Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP Intersindical, diz que não há liberdade sindical em Portugal e que, em muitos casos, ser sindicalizado é hoje em dia um acto heróico".

Os sindicalistas profissionais são daquelas pragas que vieram do 25 de Abril e que me fazem lembrar Chile, Poder Popular, Fascismo nunca mais. Há quantos anos esta gente não vai aos locais de trabalho e goza das mordomias, prerrogativas e quejandos em nome da "luta dos trabalhadores". Não há liberdade sindical? Por amor de Deus o que não há é responsabilidade sindical nacional.

O país a banhos....

...e eu a caminho de.

China - o novo lider?

À esquerda Xi Jinping, secretário do Partido Comunista em Xangai. Um fortissimo candidato a substituir Hu Jintao [em 5 anos]. Veremos em Outubro.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Beatles - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band

Foi em 1964 que Timothy Leary, profeta do LSD, declarou: "Os Beatles são extraterrestres, enviados por Deus para criar uma nova espécie." Mais tarde, em 1967, mesmo sem se revelarem como os alienígenas de que Leary falava, os Beatles apresentavam Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. A tal nova espécie chegava na forma de um álbum feito revolução, que hoje celebra 40 anos. Mais no DN.

As certezas

[...] Mas quem é o verdadeiro Júdice: o da extrema-direita ou o mandatário do socialista António Costa?
E quem é o verdadeiro Saldanha Sanches: o revolucionário com nome nas paredes ou o actual compagnon de route do PS?A resposta é simples: são ambos.
Um homem não é só o que pensa no princípio, no meio ou no fim da vida – é tudo o que foi pensando ao longo dela.
Sejamos, então, mais humildes nas nossas certezas.
Quem pode honestamente garantir que não irá corrigir amanhã o que disse hoje?[...]

António José Saraiva no Sol

quarta-feira, 30 de maio de 2007

A pequena Maddy

Li o artigo do M.S. Tavares sobre a pequena Maddy no Expresso e fiquei com um amargo na boca pela lógica que vejo subreptícia. Critica asperamente a exploração inteligente que o casal Mccann faz do desaparecimento da miúda e o facto de ser suportado na sua ligação com os media por um consultor de imagem, bem como a excessiva cobertura nos media portugueses e ingleses. MST julga-o desproporcionado e uma deturpação das regras do jogo pela cobertura que lhe é concedida e aproveita para questionar os critérios do director de informação de um dos canais. Termina com um apelo ultranacionalista ao desequilíbrio do impacto noticioso da notícia com o facto de terem desaparecido nas últimas semanas centenas de crianças em Portugal e em Inglaterra.
Os argumentos de MST são, no essencial, demagógicos e falhos de objectividade. Usam estigmas de análise que manipulam o sentido dos acontecimentos e a sua leitura. MST é um manipulador, aliás todos os grandes jornalistas [como os actores políticos] o são. Reescrevem as linhas da factualidade de acordo com a lógica que fixam a priori e depois manipulam segmentos da informação para se ajustarem à mesma.
Vamos por partes. A cobertura do "rapto" da pequena Maddy é ajustada à importância da notícia, porque ela ultrapassa a mera circunstância do caso concreto para se ter tornado um caso político. E a politicidade do caso é a fiabilidade das instituições judiciais e policiais em Portugal, a relação com as comunidades estrangeiras que aí residem ou veraneiam, agora que Portugal ocupa a presidência da Comissão Europeia e irá ocupar, a partir de Junho, a presidência do Conselho de Ministros. Essa é a real leitura do caso Maddy que a família da pequenina [e a imprensa inglesa] tem inteligentemente explorado. Envolve o primeiro-ministro de Portugal e como se viu há pouco o primeiro-ministro de Inglaterra [embora isso fosse diplomaticamente negado]. O problema não tem a ver com o facto de desaparecem várias centenas de crianças, tem a ver com o facto de Portugal ser ou não um país seguro para os turistas que nos visitam. E se Portugal quer enjeitar o complexo de excentralidade que Salazar lhe incutiu na cabeça tem que se assumir como urbe civilizada capaz de atrair os que nos visitam e de quem precisamos - como pão para a boca - para equilibramos a nossa economia.
Há também, neste caso, uma outra leitura que tem a ver com diferenças culturais profundas entre as culturas inglesa e portuguesa. Na cultura anglo-saxónica quando as pessoas se encontram em situações de dificuldade pedem ajuda aos familiares, aos vizinhos e organizam-se em grupos ou associações para ultrapassarem essas dificuldades. Não precisam do Estado, não esperam do Estado que lhes resolva os [seus] problemos. Alexis de Tocqueville, o aristocrata francês, descreveu este fenómeno num livro famoso. Em Portugal é o oposto. As pessoas esperam que o Estado faça tudo, a comunidade desinteressa-se [salvo raras excepções] depois do primero impacto sobre o drama humano, os pais dos desaparecidos prostram-se numa passividade autofágica esperando que a Sra de Fátima ou a santinha da ladeira as livre da aflição. E culpam a polícia pela falta de resultados. E os problemas morrem [ou adormecem]. Depois do primeiro impacto na comunicação social os casos jornalísticos perdem frescura, logo interesse para a cobertura noticiosa. Não estou a ser cínico a realidade dos media é esta.
Esse é o segredo da exploração inteligente do caso Maddy que MST se aplica em escamotear. E por isso erra completamente na sua análise. Será curioso ver se a cobertura noticiosa deste caso não irá produzir resultados mais palpáveis que a tradicional acção da investigação policial.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Lembranças

Recordando um tempo de certezas épicas, de amanhãs cantantes, de glórias imaginadas. Anos 70, Portugal. A bátega da chuva viria depois.

A Busca da Felicidade

Um tema estrutural do pensamento filosófico e da condição da modernidade, na Culturgest, em Lisboa entre 31 de Maio e 2 de Junho. Veja aqui o programa e passe por lá.