terça-feira, 5 de junho de 2007

Paulo Teixeira Pinto

[...] Se em algum momento considerasse que haveria alguma inibição ou limitação ao pleno exercício das minhas funções, de acordo com os critérios aos quais estou vinculado e às convicções por que me rejo, evidentemente que, nesse caso, não exerceria a função.[...]

Paulo Teixeira Pinto, presidente do BCP, numa excelente entrevista aqui no Diário Económico, hoje. Tenho acompanhado à distância a carreira de PTP quer na política quer na gestão empresarial. Considero-o um dos excelentes cérebros do país, um táctico soberano, um frio avaliador e calculoso estratega. Desde que foi adjunto de Durão Barroso na década de 80 [creio], PTP afirmou-se como um dos jovens promissores da direita conservadora. Não me identifico com a sua família confessional a que pertence mas respeito-a [a Opus Dei]. Considero que o país precisa de homens deste timbre que colocam exigência e sentido de responsabilidade naquilo que fazem. Ainda quando divergem [ou rompem] com o pai fundador da instituição que lideram em nome de um projecto ou de uma orientação. Auspicio-lhe grande voos e pena que se tenha desligado da política. O PSD precisa urgentemente de gente com esta tenacidade e timbre.

Programa da Cimeira do G8

A cimeira de chefes de estado e de governo dos países industrializados começa hoje com a chegada das delegações e uma recepção oficial às 7 da noite. Quinta-Feira, primeiro dia de reuniões, a primeira sessão de trabalho a ter lugar entre as 10:00 e as 12:15 am tratará de "Growth and Responsability in the Global Economy/Heiligendamm process". Depois da foto de família uma reunião do G8 com os jovens. A segunda sessão - a Working Lunchon - iniciar-se-á às 1:15 pm e tratará de "Current foreign policy offices". Entre as 2:30 e as 4:00 ocorrerão contactos bilaterais entre as delegações. Às 4 da tarde inicia-se a terceira sessão de trabalho dedicada ao tema "Climat change and energy efficency", tema que o nosso companheiro Carlos Oliveira acompanhará com olhos e ouvidos particularmente atentos. Finalmente a encerrar o programa do primeiro dia um Working dinner sob o tema "New Inmpetus for the Doha Development Round".
O G8 começou primeiro como G7 incluindo os governos do Canadá, da França, da Alemanha, da Itália, do Japão, da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos. A Rússia juntar-se-ia ao grupo depois da dissolução da USSR. Este conjunto de países representa 65% da economia mundial http://www.undp.org e nas suas actividades inclui-se várias conferências e projectos de investigação culminando na Cimeira anual. A Comissão Europeia está também representada na Cimeira. Anualmente, cada membro do G8 toma rotativamente a presidência do grupo e define a agenda do ano. O modelo do G8 emergiu da crise do petróleo de 1973 e da recessão que se lhe seguiu constituindo um forum intergovernamental para articulação das políticas económicas dos países mais industrializados do mundo. Angela Merkel é a presidente este ano, que assistirá à última participação de Tony Blair em reuniões do grupo.

O mundo com os olhos postos na reunião do G8

Começa hoje a Cimeira de 2007 do G8, o club das nações industrializadas do mundo em Heiligendamm [Alemanha]. A Cimeira foi já marcada [nos seus preparativos] pela subida de tom dos Estados Unidos face à Rússia e vice-versa. No que nos toca a nós europeus a ameaça de Putin de dirigir os misseis intercontinentais para vários alvos europeus se a colocação dos mecanismos da defesa atlântica na Polónia e na República Checa se confirmar mostra a debilidade da ordem pós-Guerra Fria, depois dos cânticos à paz indefenida. Realpolitik meus amigos. Pura e dura.

DMA 4- Recordar Kundera

Eu sei que há por aí muito palerma ignorante que continua a pensar que este problema das alterações climáticas é uma questão de somenos importância. Claro que perderam um argumento de peso quando deixaram de poder invocar a protecção ambiental como uma bandeira da esquerda. Hoje, a direita civilizada está igualmente consciente da necessidade de tomar medidas em prol do ambiente, como salvaguarda do progresso.
No entanto, apesar dos argumentos que todos compreendem, continuam a existir os “idiotas cépticos”. Não tenho nada contra eles, excepto quando se tornam presidentes das grandes potências, como é o caso de Bush nos Estados Unidos.
Indiferentes, esgrimem as forças bélicas como forma de resistência à manutenção de uma economia assente no lucro e enriquecimento fáceis, alcançados à custa de práticas produtivas e comerciais agressivas e de economias selvagens. Como dizia Kundera, não há nada a fazer, porque “a estupidez comercial substituiu a estupidez ideológica”.

DMA 3- Intransigência dos ricos dá argumentos aos pobres

Depois de ter dado alguma mostra de abertura quanto à necessidade de combater as alterações climáticas, Bush parece ter recuado nas suas intenções e mantém-se intransigente na recusa de abrir as negociações para a renovação do calendário de Quioto, insistindo que o problema não é prioritário.
As alterações climáticas estarão no centro das atenções da reunião do G8 que amanhã se inicia em Rostock e Ângela Merkel bem se tem esforçado para conseguir um acordo conciliatório na fase de preparação da Cimeira. Não terá tarefa fácil, pois os Estados Unidos, ao contrário do que aconteceu em anteriores areópagos internacionais não estão isolados. Países como o Canadá, que foi um dos mais fortes impulsionadores de Quioto estão a ficar fartos da intransigência americana e não querem continuar a suportar, juntamente com a UE, os custos do combate às alterações climáticas.Sendo os países ricos os mais poluidores, a recusa em tomar medidas de preservação ambiental será um incentivo para que países em desenvolvimento como a China, a Índia ou a Rússia, se recusem a reduzir as emissões de GEE. Estaremos possivelmente num impasse que não augura nada de bom para as gerações vindouras.
Espero podeer voltar ao assunto...

Dia Mundial do Ambiente 2- China aberta ao diálogo

A China apresentou ontem, pela primeira vez na sua história, um Plano Nacional de Combate às Alterações Climáticas, comprometendo-se a aumentar a produção de energias renováveis e a sua eficiência energética.
É uma boa notícia, principalmente quando se sabe que em 2009 ultrapassará os Estados Unidos, tornando-se o país mais poluidor do mundo.
O reverso da medalha (a má notícia) é que a China , na véspera de se iniciar a reunião do G-8 que vai debater a questão das alterações climáticas, já fez saber que não vai abdicar do seu desenvolvimento económico e pretende continuar a ter as regalias concedidas aos países em desenvolvimento. Afinal em que ficamos?

Dia Mundial do Ambiente 1- Empresas portuguesas assobiam para o ar?

No dia em que se comemora o Dia Mundial do Ambiente, ficamos a saber que as empresas portuguesas ainda consideram o a protecção ambiental como um custo que é preciso evitar. Obviamente que a generalização feita pela Associação Portuguesa de Ética Empresarial (APEE) é abusiva, pois há um número crescente de empresas a publicar Relatórios de Sustentabilidade e /ou de Responsabilidade Social , onde dão a conhecer aos “stakeholders” as suas práticas e projectos de sustentabilidade. O problema é que muitos desse relatórios não passam de “show-off” com que pretendem “mascarar” a sua indiferença. Claro que é preciso fazer muito mais e agir de modo a que não sejam apenas as grandes empresas a preocupar-se com o problema, mas temos que ser justos e reconhecer que os empresários portugueses estão hoje em dia muito mais conscientes da necessidade de agir respeitando o ambiente. Até porque já descobriram que a Responsabilidade Social das Empresas pode ser um bom negócio...

segunda-feira, 4 de junho de 2007

4 de Junho [1989]

Dezoito anos se passaram. Para quando o reacerto com a História e a verdade?