Marketing Inovador na Just Leader de Junho
Está na edição deste mês de Junho da revista Just Leader uma interessante e profissional recensão do livro Marketing Inovador. Da autoria do jornalista Carlos Martinho.
Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.
Está na edição deste mês de Junho da revista Just Leader uma interessante e profissional recensão do livro Marketing Inovador. Da autoria do jornalista Carlos Martinho.
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11:20
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Foi no dia 02.06 de 2007.
Pavilhão 169, da Universidade Católica Editora, que convidou os autores dos seus mais recentes livros (Marketing Inovador e Marketing de Serviços) para uma sessão conjunta.
18horas, canícula no pico máximo, 36º graus centígrados...A selecção portuguesa jogava na Bélgica pouco depois...
Contrariando algumas expectativas, a afluência de amigos, conhecidos e compradores foi muito interessante e estimulante. Bom ritmo de autógrafos, boas conversas, muita gente gira.
Aliás este ponto é deveras curioso. Mas sem dúvida que o público tipo da Feira do Livro tende a ser giro, relativamente jovem e feminino... um atractivo suplementar, sem dúvida...!
Defronte a nós a sexóloga Marta Crawford dava também autógrafos, em outro Pavilhão... A sua fotogenia e o título de seu livro ("Sexo e tudo o mais") levou alguém a prognosticar que iríamos sofrer uma goleada...Mas assim não foi... Apesar do seu mediatismo a nossa "opositora" não conseguiu gerar um volume de tráfego superior ao que aconteceu no Pavilhão da Universidade Católica Editora! Assim se vê a força do "Marketing Inovador" (e, também é justo reconhecê-lo, do Marketing de Serviços do nosso amigo Luís Saias).
As fotos estão, como não poderia deixar de ser, no www.marketinginovador.com
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11:14
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Segundo relatam as agências noticiosas o acordo estabelecido na passada quinta-feita entre as 7 maiores nações industrializadas do mundo para o estabelecimento de cortes significativos na emissão de gases de estufa para a atmosfera por forma a considerar seriamente o objectivo de cortar as actuais emissões para metade no ano 2050 é um bom acordo.
O acordo foi possível pela tenacidade e determinação de Angela Merkel e pela convergência de posições de George W. Bush e Tony Blair, os dois últimos em claro fim de mandato. Yvo de Boer, secretário executivo da UNFCCC [United Nations Framework Convention on Climate Change] considerou o acordo uma mudança significativa [a very clear shift - na sua expressão]. Mais cépticas as organizações ambientalistas criticaram o acordo por ter falhado introduzir metas quantitativas para a reduçào destas emissões perniciosas para o meio-ambiente. Os Estados Unidos não fazem parte do sistema do Protocolo de Quioto. O maior poluente do mundo, a China, por se considerar um PVD não se encontra sujeita aos limites fixados pelo Tratado. Recentemente, o porta-voz do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros declarou que o se governo não tomará quaisquer medidas que condicionem o seu processo de desenvolvimento económico.
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Anónimo
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21:05
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Atento e muito lúcido o comentário do C.O. ao actual estado de relações Rússia-Europa ditado pela encrespação do discurso de Vladimir Putin e pelas críticas norte-americanas ao descarrilamento autoritário da transição da ex-União Soviética para a economia de mercado. Não creio, no entanto, que o atrito entre poderes que projectam o seu hard-power como a Rússia procura fazer neste momento com a sua proeminência energética ou os Estados Unidos com o escudo antimisseis se possa minorar com boas intenções e apelos ao bom-senso. Aprende-se em relações internacionais que a relação entre poderes plurivalentes [caso da Rússia e dos EUA] se deve conduzir com reajustamentos sistemáticos tendentes ao equilíbrio dos [mesmos] poderes. Quando um deles ganha vantagem recomenda a doutrina [estratégica] e a experiência histórica que o outro procure reequilibrar a balança com novas alianças e com a divisão dos adversários do primeiro. Trata-se que algo praticado deste o tempo dos gregos e que vem brilhantemente descrito na obra "A guerra do Peloponeso" de Tucídides conflito entre Atenas e Esparta que ocorreu entre 431 e 404 a.c. ou seja há 2.400 anos.
É bom sempre lembrar que temos Europa e percorremos o processo de integração europeu pelo apoio solidário dos Estados Unidos, através do Plano Marshall. E desfrutámos 60 anos de paz apenas perturbada pela crispação da guerra fria pelo facto dos Estados Unidos manterem uma presença militar efectiva na Alemanha Ocidental e um dispositivo dissuatório que sempre evitou que a URSS embarcasse numa estratégia expansionista. Caído o império soviético por razões internas e externas devemos também aos Estados Unidos o pressing para a independência dos Estados do Báltico e para a aproximação dos PECO aos países da Europa Ocidental.
É esta situação de aliança estratégica que Putin procura inverter, pressionando o deslizamento da sua fronteira ocidental da Bieliorússia e da Ucrânia para a Polónia, Lituânia e Bulgária. E isso é algo que a Aliança Atlântica não pode permitir. A bem da continuidade da paz no centro da Europa. Europa que tem de ter memória e ser agradecida a quem a tem ajudado nos momentos decisivos.
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Anónimo
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20:38
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A flexisegurança é um modelo de empregabilidade criado nos anos 90 na Dinamarca, mas só agora entrou no léxico luso, por força das novas medidas laborais que o Governo pretende aplicar.
Os basbaques portugueses – sempre prontos a aclamar tudo quanto vem do Norte da Europa ( quando é que alguém se lembrará de importar águas do Báltico para referescar as águas algarvias?)- receberam a ideia com entusiasmo. Vai daí, convidaram Paul Rasmussen- o ex-Primeiro Ministro dinamarquês autor da ideia- a vir a Portugal explicar-lhes como se aplica.
Devem ter gostado do que ouviram: “A flexisegurança é uma inevitabilidade da economia global e das novas tecnologias, e os jovens devem estar preparados para mudar de emprego 30 vezes ao longo da vida”.
A ideia de mobilidade agrada-me, porque a pratiquei ao longo da vida e defendo que a experiência acumulada em vários postos de trabalho – e até diferentes actividades- nos enriquece. No entanto, não tive durante 35 anos de carreira profissional mais do que uma dúzia de empregos e, mesmo assim, há quem me considere uma pessoa instável. Quando ouço falar em 30 empregos em 40 anos de actividade profissional parece-me um absurdo. Porém, talvez não seja assim tanto...
Vivi tempo suficiente na Suécia para poder compreender o alcance das palavras do actual presidente do Partido Socialista Europeu, mas duvido que aqueles que veneradamente o escutaram tenham percebido mais do que a parte que lhes interessa.
Nos países nórdicos, as pessoas mudam de emprego com frequência e, quando uma pessoa é despedida, demora cerca de um mês a arranjar emprego usufruindo, nesse período, de um subsídio de desemprego equivalente ao salário que auferia. Por outro lado, a mudança de casa ou de cidade também não é encarada com grandes preocupações, pois o mercado de arrendamento funciona de forma regular.
Em Portugal, porém, nada se passa assim. Metade dos desempregados demora mais de um ano a conseguir emprego e mais de um terço dos desempregados, com mais de 45 anos, não volta a encontrar um posto de trabalho. Quanto à mobilidade geográfica, também não é fácil por diversas razões, sendo a mais relevante o facto de as pessoas terem que se endividar para comprar casa e o mercado de arrendamento pura e simplesmente não funcionar apesar do elevado número de fogos devolutos. Ou seja, uma pessoa compra uma casa e fica amarrada para a vida. Nada disto é salutar, mas são as regras que temos e poucos se podem dar ao luxo de lhes escapar.
Aos empresários portugueses nada disto interessa. Pretendem trabalho qualificado que corresponda às suas necessidades, sem terem que aguentar com “pesos mortos” para vida inteira. Com toda a sinceridade, devo dizer que os compreendo. No entanto, gostaria de os ver reconhecer que para beneficiarem desse privilégio estão dispostos a pagar salários elevados, mas as declarações que ouvi de alguns no “Prós e Contras” e li de outros na “Visão”, não apontam nesse sentido.
Assim sendo, também não posso deixar de, com a mesma sinceridade, compreender a posição dos sindicatos. É preferível garantir a segurança de um posto de trabalho onde se vai apodrecendo à espera da reforma, do que arrastar-se pelos árduos caminhos do desemprego.
Ora Rasmussen chamou a atenção para esse aspecto e alertou que “o modelo só é viável com elevados salários e qualificações”. Esta parte, porém os empregadores não quiseram ouvir, porque pura e simplesmente não se aplica em Portugal. É apenas esse facto que torna absurda a aplicação da flexisegurança no nosso País.
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Carlos Oliveira
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09:50
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A Europa depende em grande parte de fontes energéticas russas e terá muito a perder se não conseguir uma posição conciliadora e, sobretudo, se não souber calar os novos membros vindos do Leste. Putin já demonstrou ser capaz de, num acto de afirmação ou desespero, lançar mão dos trunfos que tem a seu favor. E se o fizer ( nem precisa de recorrer a ameaças bélicas, basta-lhe cortar a torneira do gás natural...) será o descalabro para uma Europa ainda a lamber as feridas da recente recessão económica.
Está na altura de a Europa se definir e perceber que a construção de uma paz duradoura possibilitada pela CEE, poderá estar ameaçada por divergências no interior da UE. A Europa não pode estar dependente dos arrufos de Putin, mas também não pode dar guarida aos maus humores de uns quantos ressabiados que acolheu precipitadamente.
A subserviência aos EUA de alguns dos novos Estados-membros deve-se, em grande parte, ao facto de esperarem que os americanos venham em sua defesa quando Putin se irritar. E isso quer dizer que não confiam na Europa e por isso não a respeitam.
A Europa devia ter sido mais cuidadosa antes de integrar no seu seio países que não têm qualquer sentimento europeu e apenas vêem na sua integração a vantagem de receber os Fundos Estruturais. Além disso alguns desses países destilam ódio aos russos e já por mais de uma vez demonstraram que se estão nas tintas para a posição da UE, quando em causa está o País que durante décadas os subjugou. Sentindo-se protegidos pelo “chapéu” americano tomam atitudes revanchistas próprias de adolescentes mal educados e põem em causa a própria democracia interna da UE ( os gémeos polacos que governam a Polónia são o exemplo mais acabado de anti-democracia vivida no seio da União, sem que ninguém ouse mandá-los calar).
Esperemos TODOS, que a Europa saiba lidar de forma hábil com esta crise de crescimento. Porque a Leste, um homem de gelo moldado na personalidade pelo KGB, estará disposto a imitar o Escorpião quando se sentir demasiado acossado.
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Carlos Oliveira
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08:16
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Já aqui escrevi sobre a ameaça de recrudescimento da Guerra Fria, a propósito do endurecimento da posição de Putin face aos Estados Unidos, que começou com a questão nuclear iraniana.
De forma nem sempre perceptível, o conflito tem-se vindo a agravar, constituindo uma ameaça para a Paz que, em minha opinião, pode ser mais perversa e real do que as ameaças terroristas da Al-Qaeda. E a razão é simples. Putin é cada vez mais contestado na Rússia e precisa de falar para o exterior de forma a que o seu discurso seja ouvido internamente numa espécie de ricochete mediático que os titulares do Poder, quando se sentem isolados, muito apreciam.Bush deu-lhe um bom pretexto ao pretender implantar na Europa o “escudo celestial” anti-mísseis. A Europa acolheu bem a ideia e Putin, acossado, sentiu necessidade de “falar grosso”. Aproveitou a oportunidade durante a visita de Sócrates e disse algumas verdades que a Europa não terá gostado de ouvir. E com razão, pois no que concerne a direitos humanos na Rússia estamos conversados. A História, seja no tempo dos czares, durante o perverso regime comunista ou na actualidade, está prenhe de exemplos pouco encomiásticos para a “Grande Nação Russa”.
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Carlos Oliveira
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07:57
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"...O pior (ou, pelo menos, o mais desgostante) é que o zelo persecutório foi exercido, amiúde, por denodados ex-esquerdistas, recauchutados nos prestígios do "mercado"; por comunistas integrados no varejo dos desvios da pureza doutrinal; por pequenos fascistas que o eram sem disso quererem dar conta, embora o sendo..."
Quem escreve estas sábias palavras é o meu bom amigo Baptista Bastos na sua crónica de hoje no DN. Embora a crónica verse o jornalismo, todos sabemos que nesta matérias não há inocentes. Não é BB?
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Carlos Oliveira
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06:16
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