segunda-feira, 11 de junho de 2007

Felicitações

O nosso companheiro Josë Carlos Matias acaba de terminar com brilhantismo o seu mestrado em Estudos Europeus pela UM/IEEM. Ao novo Mestre em Ciências Sociais um fortissimo abraço de felicitações. E votos de continuação para a nova etapa.

domingo, 10 de junho de 2007

A Turkey we don't know

I was confronted by such attitudes on a recenty trip. One friend, a professor, insisted, "you simply miss the increasing pressures that religious elements are impiging on our daily existence". He and others cted a mass of anecdotal evidence: their children are being harassed, liquor is getting harder to come by, religion has become the key to promotion in public institutions, and many parts of Istambul now look more and more like the Middle East - boys and girls separated in may publi places and women covered from head to foot. "is this what Ataturk fought for?"I heard over and over. A prominent mathematician said: "you Americans belive in moderate Islam. There is no such thing"."

Morton Abramowitz in Newsweek.


Finalmente, a Constituição Europeia

Começa uma semana decisiva para resolver o impasse europeu. Os 27 iniciam, hoje, uma série de consultas diplomáticas para tentar resolver os obstáculos à aprovação do tratado que irá substituir a falhada Constituição Europeia. Diz o SOL, aqui. Algumas interrogações adiante:

  • Será que o eixo franco-alemão vai funcionar desta vez?

  • Como resolver o problema [constitucional] dos países [16] que já referendaram o Tratado Constitucional - dá-lo sem efeito?

Soares e Chavez

Na entrevista que concedeu ao Expresso, Mário Soares foi questionado sobre o que achava do venezuelano Hugo Chávez. Respondeu: "É um homem de convicções. Tem uma referência: Simón Bolívar. Acredita na integração da América Latina. Uma integração contra o domínio dos gringos."

Se a estupidez pagasse prémio Mário Soares seria o novo totolotista nacional. A capacidade com que diz as maiores enormidades e imbecilidades faz-nos olhar tristemente para o passado e não conter a nostalgia do político e do combatente da liberdade. Hoje é um velho senil, incapaz de articular uma ideia consistente, fátuo da sua vaidade e arrogância. Chavez homem de convicções, seguramente, que persegue e fecha à traulitada a imprensa que o critica em nome de um guevarismo requentado e golpista. Ainda verei Mário Soares a relembrar e enaltecer Leonidas Brejnev e a brigada do reumático soviético. Uma vergonha.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Marketing Inovador na Just Leader de Junho

Está na edição deste mês de Junho da revista Just Leader uma interessante e profissional recensão do livro Marketing Inovador. Da autoria do jornalista Carlos Martinho.

Experiência de uma sessão de autógrafos na Feira do Livro

Foi no dia 02.06 de 2007.
Pavilhão 169, da Universidade Católica Editora, que convidou os autores dos seus mais recentes livros (Marketing Inovador e Marketing de Serviços) para uma sessão conjunta.
18horas, canícula no pico máximo, 36º graus centígrados...A selecção portuguesa jogava na Bélgica pouco depois...

Contrariando algumas expectativas, a afluência de amigos, conhecidos e compradores foi muito interessante e estimulante. Bom ritmo de autógrafos, boas conversas, muita gente gira.

Aliás este ponto é deveras curioso. Mas sem dúvida que o público tipo da Feira do Livro tende a ser giro, relativamente jovem e feminino... um atractivo suplementar, sem dúvida...!

Defronte a nós a sexóloga Marta Crawford dava também autógrafos, em outro Pavilhão... A sua fotogenia e o título de seu livro ("Sexo e tudo o mais") levou alguém a prognosticar que iríamos sofrer uma goleada...Mas assim não foi... Apesar do seu mediatismo a nossa "opositora" não conseguiu gerar um volume de tráfego superior ao que aconteceu no Pavilhão da Universidade Católica Editora! Assim se vê a força do "Marketing Inovador" (e, também é justo reconhecê-lo, do Marketing de Serviços do nosso amigo Luís Saias).

As fotos estão, como não poderia deixar de ser, no www.marketinginovador.com

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Boas novas de Heiligendamm

Segundo relatam as agências noticiosas o acordo estabelecido na passada quinta-feita entre as 7 maiores nações industrializadas do mundo para o estabelecimento de cortes significativos na emissão de gases de estufa para a atmosfera por forma a considerar seriamente o objectivo de cortar as actuais emissões para metade no ano 2050 é um bom acordo.
O acordo foi possível pela tenacidade e determinação de Angela Merkel e pela convergência de posições de George W. Bush e Tony Blair, os dois últimos em claro fim de mandato. Yvo de Boer, secretário executivo da UNFCCC [United Nations Framework Convention on Climate Change] considerou o acordo uma mudança significativa [a very clear shift - na sua expressão]. Mais cépticas as organizações ambientalistas criticaram o acordo por ter falhado introduzir metas quantitativas para a reduçào destas emissões perniciosas para o meio-ambiente. Os Estados Unidos não fazem parte do sistema do Protocolo de Quioto. O maior poluente do mundo, a China, por se considerar um PVD não se encontra sujeita aos limites fixados pelo Tratado. Recentemente, o porta-voz do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros declarou que o se governo não tomará quaisquer medidas que condicionem o seu processo de desenvolvimento económico.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Putin and Europe

Atento e muito lúcido o comentário do C.O. ao actual estado de relações Rússia-Europa ditado pela encrespação do discurso de Vladimir Putin e pelas críticas norte-americanas ao descarrilamento autoritário da transição da ex-União Soviética para a economia de mercado. Não creio, no entanto, que o atrito entre poderes que projectam o seu hard-power como a Rússia procura fazer neste momento com a sua proeminência energética ou os Estados Unidos com o escudo antimisseis se possa minorar com boas intenções e apelos ao bom-senso. Aprende-se em relações internacionais que a relação entre poderes plurivalentes [caso da Rússia e dos EUA] se deve conduzir com reajustamentos sistemáticos tendentes ao equilíbrio dos [mesmos] poderes. Quando um deles ganha vantagem recomenda a doutrina [estratégica] e a experiência histórica que o outro procure reequilibrar a balança com novas alianças e com a divisão dos adversários do primeiro. Trata-se que algo praticado deste o tempo dos gregos e que vem brilhantemente descrito na obra "A guerra do Peloponeso" de Tucídides conflito entre Atenas e Esparta que ocorreu entre 431 e 404 a.c. ou seja há 2.400 anos.
É bom sempre lembrar que temos Europa e percorremos o processo de integração europeu pelo apoio solidário dos Estados Unidos, através do Plano Marshall. E desfrutámos 60 anos de paz apenas perturbada pela crispação da guerra fria pelo facto dos Estados Unidos manterem uma presença militar efectiva na Alemanha Ocidental e um dispositivo dissuatório que sempre evitou que a URSS embarcasse numa estratégia expansionista. Caído o império soviético por razões internas e externas devemos também aos Estados Unidos o pressing para a independência dos Estados do Báltico e para a aproximação dos PECO aos países da Europa Ocidental.
É esta situação de aliança estratégica que Putin procura inverter, pressionando o deslizamento da sua fronteira ocidental da Bieliorússia e da Ucrânia para a Polónia, Lituânia e Bulgária. E isso é algo que a Aliança Atlântica não pode permitir. A bem da continuidade da paz no centro da Europa. Europa que tem de ter memória e ser agradecida a quem a tem ajudado nos momentos decisivos.