segunda-feira, 18 de junho de 2007

Coincidência,ou plágio?

Fui a banhos para o Mediterrâneo, antecipando a chegada das alforrecas, na companhia de Luís Sepúlveda e Elsa Osório. Tempos excelentes que espero ter oportunidade de aqui relatar com algum detalhe. Por agora, apenas referência a uma situação que me causou alguma estranheza:
Numa breve incursão televisiva, deparo com um anúncio num canal espanhol que começa com a frase “Na tua casa ou na minha?” e que serve de base à publicidade a uma marca de gelados.De regresso a Portugal, comprei na manhã de domingo o “Expresso” para me saciar da falta de notícias cá do burgo. Qual o meu espanto quando deparo com uma página inteira de publicidade ao Montepio Geral, encabeçada pela frase “ Na tua casa ou na minha?”. É óbvio que faz mais sentido a frase, quando o objectivo é promover o crédito à habitação, mas a dúvida colocou-se-me de imediato. Quem copiou quem? Terá sido apenas uma coincidência? Ou haverá ainda uma terceira hipótese? Se alguém souber responder, agradeço...

Ei-la que volta!

Tenho a impressão que não perdi nada de importante durante os 10 dias que estive fora do país sem notícias de Portugal. Os apupos a Sócrates no 10 de Junho é algo a que nos começamos a habituar, e o cepticismo de Cavaco em relação ao Governo é apenas o início de uma “viragem” nas relações entre PR e PM que, em minha opinião, se irão agudizar a partir de 2008.
Esperava uma anedota ou outra “gaffe” de um membro do Governo, mas a notícia que me fez rir foi a da constituição de Pinto da Costa como arguido, num processo que já fora arquivado mas que Maria José Morgado decidiu desenterrar. A Justiça portuguesa ultimamente tem-nos dado muitas razões para rir ( embora o mais adequado talvez fosse chorar). Em relação a este assunto ( e a muitos outros, aliás) estou com Miguel Sousa Tavares. E mais não digo... A boa notícia foi o regresso dessa diva chamada Michelle Pfeiffer que, depois de cinco anos de ausência, regressa este ano com três filmes. Que se estreiem depressa!

domingo, 17 de junho de 2007

Livros e leituras


Agora que se aproxima a época estival gostaria de partilhar com os leitores algumas recomendações. Começo neste post com livros importantes publicados em português. O atraso dos grandes editores com maior cota de mercado quando aos grandes valores da ficção contemporânea é imenso. Um livro leva, em regra, um a um ano e meio a tornar-se disponível em língua portuguesa depois de conquistar todos os prémios que há a ganhar. E falo nestes; quanto aos livros recomendados por importantes suplementos literários a situação é tremenda. Aí o deserto é árido.
Duas recomendações para os leitores do Além do Bojador do catálogo Bertrand: Orhan Pamuk e Sam Harris. A não perder.

O medo dos bufos

[....] Entretanto um medo pesado caíu nas repartições. Sei do que falo. Do medo antigo, salazarista, mascarado de respeitinho. O medo dos de baixo. O medo dos que conhecem os bufos e a verdadeira natureza dos comissários e dos candidatos a comissário. Dos que lêm os sinais do tempo e sabem que nada nem ninguém, a não ser a subserviência e o cartão, os proteje dos comissários.

No Natureza do Mal, aqui.

Crianças chinesas vendidas como escravos

[...] Embora a lei chinesa considere o trabalho infantil ilegal, foram mais de mil as crianças chinesas raptadas nas várias províncias do país, especialmente na paupérrima e sobrepovoada região de Henan. Os sequestros tinham lugar, na grande maioria dos casos, em estações de comboios e autocarros.[...]

Um problema dramático e preocupante num país que quer ser olhado como normal e digno do nosso respeito. Relato no Expresso.

Ainda o 10 de Junho

[...]Aqui, o assunto é a singular leveza com que se comemora, em simultâneo, as virtudes da pátria e o facto de regularmente haver quem foge da pátria em busca de uma vida decente. Que se saiba, as inúmeras pessoas que empurrámos - e continuamos a empurrar - para o exterior não partiram devido aos encantos e oportunidades que Portugal lhes proporcionou. Partiram porque Portugal chafurda metodicamente nos arredores da pobreza, e um académico ou um operário da construção civil tem dez vezes mais possibilidades de prosperar em Boston ou em Barcelona. [...]

Alberto Gonçalves no DN, este domingo

Jacques Chirac

A imunidade constitucional de Jacques Chirac acabou diz o Le Monde. Em democracia é o que acontece. Os políticos são responsáveis pelas suas acções e arcam com as suas consequências. O "espírito republicano" é esse.

O [futuro] do tratado constitucional

Giscard d'Estaing elabora aqui [no Público]sobre o futuro do Tratado Constitucional. Simplificar ou mutilar é a grelha de análise que usa para criticar as recentes diligência de Sarkozy-Melkel para desembrulhar o impasse constitucional. Percebem-se as razões [pessoais] do pai da Constituição Europeia. Mas não será mais prático ser pragmático? Lembrando Deng "não interessa que o gato seja preto ou branco o que interessa é que cace o rato".
Precisamos de uma constituição? Sim. Qual é o maior divisor comum dos 27 países da União? Essa é que é a questio in adjecto.