Rorty ainda
- Richard Rorty "Human Rights, Rationality, and Sentimentality." Truth and Progress: Philosophical Papers, Volume 3 (1998).
Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.
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Anónimo
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05:36
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O pensamento liberal contemporâneo está mais pobre com o falecimento de Richard Rorty, o sofisticado e complexo filósofo americano que ensinou em Princeton durante vinte anos, mudando-se depois para a Universidade da Virgínia. Ramin Jahanbegloo dá na última edição da Open Democracy um retrato lúcido do autor e do homem plural e inquisitivo. Partilho com Rorty uma mesma veneração por John Rawls a quem todos nós liberais de esquerda e de direita nos remetemos. Cultor exigente do velho mestre [com Roger Scruton, Amy Gutman e alguns outros] Rorty sempre se posicionou no confronto entre o espaço da liberdade e o espaço do socialismo no lado do primeiro contra as seduções do segundo. As armadilhas do totalitarismo surgem hoje alinhadas com o multiculturalismo, a ausência [ou a abstinência] de valores estruturais e a passividade cretina e mal-educada.
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Anónimo
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05:11
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Cenário: um centro comercial, junto a um desses balcões de come em pé.
-“Dê-me uma caixa de pastilhas verdes”- pede a cliente
- “De que marca? –pergunta a empregada
“Pode ser aquela” ( aponta para uma caixa azul, que a empregada prontamente lhe traz)
“Eu disse que queria verde, não percebeu?”
“Mas a senhora apontou para estas...”
A cliente (dando mostras de impaciência):
-“Está bem, está bem, mas eu disse que queria verdes e essas são azuis. Despache-se que estou com pressa, bolas!”
( virando-se para o escriba de serviço):
"Uff que é estúpida!Põem esta gente que vem lá do mato a trabalhar nestas coisas e depois é o que dá. Só neste país, só neste país! Isto precisa é de um Salazar. Ao menos nesse tempo faziam o que a gente mandava".
Reparo que quem fala assim está na casa dos vinte anos e faço as minhas contas. Interrogo-me: Quem lhe terá ensinado isto?
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Carlos Oliveira
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04:27
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A Foreign Policy de Julho/Agosto traz um dossier importante e significativo sobre os estados falhados do mundo. Lembram Barry Buzan e Richard Little num livro marcante das RIs [International Systems in World History, Oxford University Press] que a estrutura do sistema internacional tem acentuado escalas de poder e de fragilidades colocando no topo os que têm melhor performance e no fundo os que têm pior. Nestes [últimos] se incluem os estados falhados que constituem ameaças sérias à coesão social e política da sociedade internacional pela conflitualidade e anarquia que trazem associados. Tratam-se de estados onde uma oligarquia ou uma cleptoarquia domina a seu belo prazer, borrifando-se para o estado do direito e a opinião da comunidade internacional.
Na linha da frente Sudão, Zimbabué e Chade, três regimes africanos, sanguinários, párias dirigidos por três crápulas: Omar Assan al-Bashir, Robert Mugabe e Idriss Déby. No ranking dos 20 "melhor posicionados" estados falhados do mundo estão, também, Iraque, Somália, Costa do Marfim, Congo, Afeganistão, Guiné, República Central Africana, Haiti, Paquistão, Coreia do Norte, Birmânia, Uganda, Bangladesh, Nigéria, Etiópia, Burundi e Timor-Leste. Em termos percentuais 55% dos estados falhados estão em África, 25% na Ásia-Oceânia, 1o% no Médio Oriente. A Europa não está representada e o continente americano conta com um país, o Haiti.
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Anónimo
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21:17
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Folgo em ver o meu amigo Carlos Oliveira preocupado com as démarches da OPA de Joe Berardo sobre o capital do Benfica [SAD]. É algo que pode ser exemplar para os outros clubes de futebol que na pressa de se tornarem sociedades comerciais abriram-se ao tiro dos take-over. Segundo as condições impostas pela Comissão de Mercado de Valores é um -take-it-all. Joe Berardo será o dono do Benfica, porque o stock-holder maioritário controla a empresa. Está em qualquer livro de economia para iniciantes. E quem controla vai decidir como é. É um fim de uma época de assembleias gerais, presidentes populistas e promessas espaventosas e irrealistas. Quem vai perder? Provavelmente o homem mais falido do Benfica. Que voltou a coberto de cumplicidades estranhas.
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Anónimo
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20:59
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Ainda falta quase um mês para as eleições em Lisboa e confesso que já estou farto das intoxicações informativas diárias sobre o assunto. Parece que ontem houve um debate “a sete” na SIC- Notícias. Não vi, não sei quem foram os cinco ausentes, nem me interessa. Passo! Estou farto de tanto cliché, tanta banalidade, tanto lugar comum, tantas inverdades. Há excepções, claro, mas delas falarei no tempo oportuno.
No dia 15 lá estarei a votar, mas só razões muito poderosas me irão fazer falar das eleições de Lisboa antes de a campanha começar oficialmente.
Quero desfrutar e descansar das questões da política rastejante e rasteira.
Por isso, agora estou mais interessado em gozar os primeiros dias de Verão, em usufruir o prazer de me sentar à noite nas esplanadas de Lisboa ou da Linha, a ouvir o mar e a vê-las passar na passerelle Estoril/Cascais.
Há por estes dias alguns bons espectáculos para ver ( os Rolling Stones outra vez não, poupem-me!), algumas tertúlias para participar, a inauguração da exposição Berardo e algumas leituras para pôr em dia. Sem esquecer a noite de S. João no Porto no próximo sábado e o voto no Alhambra para uma das 7 Maravilhas do Mundo ( o pôr do sol que dali vi há duas semanas ainda me está na memória).
Há também o Live Earth do Ambiente, mas para esse tipo de concertos também já dei.
É tempo de limpar os neurónios e deixar a imaginação voar livremente “ para lá do horizonte”. Oxalá me deixem!
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Carlos Oliveira
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09:03
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“Só 10% dos portugueses acham que a economia nacional está bem ou muito bem” – lê-se hoje na imprensa diária.
Acham pouco? Pois eu acho muito, pois só os banqueiros, “empresários” como Joe Berardo e alguns da construção civil e “especuladores” podem estar satisfeitos.
Bem, pensando melhor, também os possuidores de cartão rosa, alcandorados a assessores e dirigentes devem andar satisfeitos. Mas caramba, nunca pensei que fossem tantos!
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Carlos Oliveira
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05:46
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