quarta-feira, 27 de junho de 2007

Buenos Aires não é um barómetro, mas pode ser um aviso...o

O candidato de direita, Maurizio Macri, ganhou com surpresa e esmagadora maioria ( cerca de 60%) as eleições em Buenos Aires.
Não é uma boa notícia para o presidente Gustavo Kirchener, a quatro meses das eleições presidenciais. Embora Buenos Aires seja um eterno bastião da direita argentina, o à vontade com que Macri venceu as eleições na capital azul-celeste serve de aviso a Kirchener que todos os analistas consideram como vencedor antecipado das eleições de Outubro. E diga-se, em abono da verdade, que a derrota do actual Presidente seria não só uma injustiça, tendo em consideração a forma como contribuiu para a recuperação do país durante os cinco anos de mandato, como um forte revés para o desenvolvimento da Argentina que apresenta sinais inequívocos de um crescimento consistente.
Uma amiga argentina dizia-me, esta manhã, que Kirchener poderá vir a pagar a factura da aproximação a Chavez, quando Bush visitou a América Latina. Na altura também aqui aventei essa hipótese, mas sinceramente não acredito que isso venha a acontecer. O actual presidente é da esquerda moderada, não se põe de cócoras diante de Bush, nem é apoiante das ideias de Chavez e tem uma ideia clara do papel a desempenhar pela Argentina no Mercosur e no contexto geral da América Latina.

Legislemos as mamas, então!

Os eurocratas que já nos retiraram do prato os “jaquinzinhos”, o queijo da serra artesanal e uma série de minudências gastronómicas que me alegravam os repastos, parecem querer tirar-nos outras alegrias. Vai daí, reúniram-se algures para discutirem a sua próxima incursão legislativa. Ao que presumo, a discussão deve ter sido acalorada, mas pouco produtiva. Incapazes de legislar sobre a licença de uso e porte de arma, sobre drogas, ou qualquer outra matéria de real interesse para os europeus, seguiram o conselho de um qualquer Comissário e fizeram verter a sua argúcia regulamentatória sobre os predicados femininos.
Legislemos as mamas! – acordaram em uníssono ( e presumo que por aclamação...) os eurocratas de Bruxelas.
Valha-nos que, POR AGORA(!) ainda não decidiram regulamentar o tamanho, mas apenas as regras dos implantes, que ficam proibidos a menores de 18 anos. No entanto, as jovens que se sintam descontentes com o tamanho das ditas, podem afogar as suas mágoas em noites de bebedeira, porque o consumo de álcool só é proibido antes dos 14 anos ( e mesmo assim, pelo que é possível ver em Portugal, qualquer criança de 10 anos pode apanhar boas bebedeiras em locais licenciados, desde que não o faça depois da meia –noite...)
O que vale aos homens é que, POR AGORA(!) estão em maioria nos centros decisórios da UE, pelo que não é de esperar que algum se lembre de regulamentar o tamanho dos pénis! Em causa está a democracia europeia, caramba!

Rapidinhas 14- Adivinhas

Joe Berardo exigiu a demissão de Mega Ferreira e depois achincalhou-o em público. Quando é que vai pedir a demissão de Luís Filipe Vieira?

terça-feira, 26 de junho de 2007

Um continente da impunidade

Falarei amanhã no JTM da América Latina, na perspectiva que o El País se detinha um destes dias - o "continente da impunidade". Para agora a sugestão de uma olhadela na excelente biografia de Pinochet, publicada no referencial matutino espanhol, aqui.

Visita do Rei de Espanha à China

Juan Carlos está em Pequim e manda recado a Hu Jintao sobre a necessidade da China dar mais conteúdo ao diálogo Europa-China em matéria de direitos humanos. Provavelmente Hu Jintao registou, mas quererá compromissos claros da União no levantamento do embargo à venda de armas à China, decretado na sequência das manifestações de Tiananmen.
Reportagem no El País.

Baralhadas Tratadais

[...] E já agora, caro leitor, se pretender saber as linhas com que se cose e puser a cabecinha a jogar pingue-pongue entre os dois tratados [europeus] que virão a seguir ao da reforma, acha que vai perceber alguma coisa deste imbróglio?

A qualificada opinião de Vasco Graça Moura sobre a baralhada que se chama "Tratado Reformador". O desenvolvimento aqui no DN.

Imperdível

Sobre aeroportos, previno: sou parte interessadíssima. Os aviões dão- -me um pânico desmedido. Isto é, dão-me o pânico de um dia não poder entrar em avião. Logo o abrir automático das portas da Portela me tornam outro. Fico eufórico, eu sou o tipo de sorriso de orelha a orelha na fila para o check-in. O destino pode ser Tirana (Albânia) mas, mesmo aí, sorrio: sempre pode haver um desvio do voo. Fica, assim, dita a minha posição. Portela? Ota? Alcochete? Eu digo: aeroporto. É proposta de aeroporto? Sou por. E fiquei encantado quando alguém me multiplicou as esperanças com aquela fórmula linda: Portela+1. Ontem, então, ao ler no DN Fernando Seara, o presidente da Câmara de Sintra, fui feliz. Ele foi Portela+1, ele foi Portela+2, ele foi Portela+3... Melhor que isso, só a pista única: Portugal todo asfaltado e com um traço intermitente ao meio. O mapa já o dizia, há muito: geograficamente, o nosso rectângulo longo é o país mais parecido que há com uma pista de aeroporto.

Ferreira Fernandes, no DN

Rapidinhas 13

Ontem, na inauguração do Museu Berardo, estava presente toda a Lisboa do croquete, habituada a dizer mal do anfitrião e a comer à sua custa, mas sedenta de posar para a fotografia de uma revista cor de rosa. Entre os presentes, vi alguns que, quase aposto, a única obra de arte que tinham visto até ontem, era uma caneca das Caldas.