terça-feira, 10 de julho de 2007
Mau augúrio?...
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Carlos Oliveira
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06:21
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O debate capital
O debate organizado pela RTP com os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa foi- como se esperava- morno e desinteressante, não tendo servido para captar muitos votos dos indecisos, como todos os candidatos desejavam. Presumo mesmo, que alguns dos candidatos vão sofrer grandes banhadas. A minha apreciação individual:
Começando pelos pequeninos, Pinto Coelho ( o do cartaz contra os imigrantes) mostrou não ter uma única ideia para Lisboa, mas garantiu os objectivos da sua candidatura: aparecer na televisão e poder incluir no curriculo a candidatura à CML.
Câmara Pereira pode ser ainda um bom fadista, mas a política passa-lhe definitivamente ao lado. É , como PC, um candidato que se arrisca a ter menos votos do que o número de assinaturas que recolheu para se candidatar...
Pedro Quartim Graça é verde nas convicções, mas está também verde na política, ao contrário de Garcia Pereira que adquiriu uma tarimba que o torna indispensável a este tipo de debates, pois tem ideias firmes que expõe com clareza. Quanto a Manuel Monteiro, só lhe faltou dizer que pretendia a privatização da CML!
Passando à I Liga, Helena Roseta terá sido a que mais terá perdido com o debate. Pouco dotada para a oratória e pouco rodada em debates deste género afundou-se, embora se perceba que tem boas ideias. Já Telmo Correia, surpreendeu-me positivamente e pode ter ganho alguns votos graças à boa disposição evidenciada e a algumas ideias bem apresentadas. Sá Fernandes foi o que melhor geriu o seu tempo de antena, conseguindo passar a sua mensagem de forma incisiva, mas penso que irá ter um resultado desconcertante e não será eleito - o que considero uma injustiça, pois foi graças a ele que se descobriram os podres da autarquia lisboeta. Ruben de Carvalho esteve igual a si mesmo: tem uma ideia para a cidade, mas é cinzento na forma de passar a sua mensagem.
Negrão também esteve dentro dos parâmetros a que nos habituou. Inexpressivo, pouco à-vontade e inseguro. Faz-me lembrar um boneco de latex... que repete as ideias que alguém lhe cocchicchou, mas sem qualquer convicção do que está a dizer.
António Costa trocou o sorriso sarcástico do debate na SIC Notícias por uma postura mais convencional. Apresentou-se como vencedor antecipado, esplanando as suas ideias para Lisboa como um programa já elaborado pronto a ser aplicado a partir do dia 16. O excesso de confiança às vezes é fatal e não me admiraria se na noite de domingo a sua vitória se cifrassse numa percentagem aquém dos 30%. O que significará, obviamente, uma derrota.
Carmona Rodrigues – que irá em minha opinião ser a grande surpresa – esteve uns furos acima do que esperava. Calmo, a jogar em casa, piscou várias vezes o olho a Costa e nunca perdeu uma oportunidade para zurzir no candidato do PSD.
Em termos de picardias, porém, Fernando Negrão foi o grande vencedor. O que não é bom sinal, pois é uma postura própria de quem está em desespero.
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Carlos Oliveira
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06:05
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segunda-feira, 9 de julho de 2007
E o vencedor é....
A corrida à Presidência da CML já começou. Quem chegará em 1º lugar? Aceitam-se apostas. O meu palpite vai para este candidato.
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Carlos Oliveira
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11:59
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Surpresa na Beira Baixa
Nos anos 70, durante três meses, reparti a minha vida entre Portalegre e Castelo Branco. Foi um tempo de desconforto que me deu constantemente a sensação de estar a viver no exílio. Depois disso passei por lá várias vezes, sempre de passagem, e invariavelmente senti a mesma sensação de vazio, mas há uns bons seis anos que nem sequer lá parava.
Há já alguns meses amigos- que comigo partilharam esse tempo- me recomendavam um fim de semana em Castelo Branco. Torci várias vezes o nariz a essas propostas mas este fim de semana, percorrendo o interior por estradas secundárias ( a forma ideal de conhecer bem este país e nos conseguirmos apaixonar por ele), desaguei ao fim da tarde de sábado na cidade de Amato Lusitano e... fiquei surpreendido!
Castelo Branco é, hoje em dia, uma cidade aprazível, limpa, moderna, com uma vida nocturna animada ( a ideia das Docas foi genial...) e templos gastronómicos de...babar!
A população da cidade rejuvenesceu e as tascas deram lugar a um conjunto de bares e esplanadas que nada ficam a dever ( salvaguardadas as devidas proporções...) a Lisboa ou Porto. A zona nova da cidade não será um exemplo de enquadramento paisagístico agradável à vista ( principalmente quando a observamos do Castelo...) mas o crescimento parece estar a ser feito de forma equilibrada, o que já não é mau. Além disso, há pequenos pormenores deliciosos de arquitectura urbana que não escapam aos mais atentos.
Ao que me disseram alguns albicastrenses, a nova imagem da cidade deve-se ao Presidente da Câmara, Joaquim Mourão, autarca que parece colher uma opinião favorável consensual. Confesso que nunca ouvira falar no seu nome, mas numa altura em que tanto se critica os autarcas, esta unanimidade de opiniões favoráveis é de realçar.
Não há, porém, bela sem senão. E a um visitante há coisas que não escapam e lançam alguma mácula sobre o trabalho do autarca albicastrense: a toponímia em placas minúsculas, a deficiente sinalização de trânsito, quer horizontal, quer vertical e a falta de sinalização informativa sobre os locais que pretendemos visitar, tornam a vida num inferno a qualquer turista.
Mas isso é pecha generalizada dos autarcas portugueses que frequentemente se esquecem que as cidades que governam são visitadas por turistas que precisam de ter informação visível para se poderem orientar.
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Carlos Oliveira
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06:19
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Antecipei-me ao "The Economist"
"A Economist teve há uns tempos de engolir um grande sapo para publicar o editorial "Castro está certo". Por uma vez, a revista de culto dos liberais britânicos pôs-se do mesmo lado da barricada que o líder cubano. Tudo por causa do etanol, o prometido substituto do petróleo, denunciado como falso milagre, sobretudo quando feito com milho. Porque pode causar à humanidade mais problemas do que aqueles que resolve..."
(Leonídio Paulo Ferreira no DN de hoje)
Por acaso, eu também já tinha afirmado o mesmo aqui, quando Bush visitou o Brasil. E não preecisei de ler "The Economist"....
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Carlos Oliveira
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05:18
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sexta-feira, 6 de julho de 2007
Ainda vou a tempo?
De felicitar o Paulo Gorjão pelo quarto aniversário do seu Bloguítica?
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José Carlos Matias (馬天龍)
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09:31
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Também quero um aeroporto no meu quintal
Os estudos sobre a instalação de um aeroporto na Ota começaram nos anos 60. Durante 40 anos, ninguém parece ter-se importado muito com o assunto. Até aqui tudo normal. É característica dos portugueses deixarem tudo para a última hora.
Não pode ser por isso causa de espanto, que quando um Governo decide avançar para a construção de um aeroporto na Ota, surja a contestação. Faz parte da normalidade de ser português.
Não tenho posição definida quanto à localização do novo aeroporto e declaro-me incompetente para discutir as vantagens e inconvenientes da Ota, mas tenho lido e ouvido muitas opiniões a favor e contra e, de ambos os lados, encontro argumentos convincentes.
Não consigo é perceber porque razão nos últimos três meses se começaram a multiplicar os estudos a uma velocidade supersónica, e muito menos o que leva certas entidades a patrociná-los. É o que sucede com o mais recente estudo, que irá ser patrocinado pela Câmara de Sintra ( leia-se: munícipes de Sintra).
Se vivesse em Sintra, não deixaria de questionar o Dr. Fernando Seara acerca da sua decisão, pois está a gastar o dinheiro dos sintrenses, sem que a esmagadora maioria perceba qual o intuito e, muito menos aceite, que o dinheiro para benefícios do concelho sejam aplicados num estudo sobre uma localização hipotética que a ser “milagrosamente” aprovada não é seguro que traga benefícios para os sintrenses. Mas adiante...
Um aeroporto em Sintra parece-me uma ideia bizarra! Pôr os turistas a percorrer o IC 19, uma ideia peregrina! Meter um aeroporto paredes meias com o Cacém , uma ideia ridícula! Pensar que a realização deste estudo corresponda à satisfação de interesses partidários, uma ideia tão ignóbil, que me recuso a equacioná-la.
A verdade, porém, é que o estudo vai avançar e obedece à equação Portela+ 2 ( uma variante herdeira do Portela+ 1 e antecessora do Portela+3, +4, mais N).
Arrepia-me pensar que exista gente a defender a manutenção “ad aeternum” do aeroporto da Portela. É certo que me faz muito jeito ter um aeroporto ao pé de casa, pelo menos enquanto continuar a viajar, mas imaginar que daqui a 50 anos a Portela permaneça como aeroporto parece-me tão irrealista e suicidário, como gastar milhões a construir um aeroporto na Ota ,cujo prazo de vida se extinguirá daqui a 30 ou 40 anos.
Convém, no entanto, alimentar esta polémica, pois enquanto durar haverá gente a ganhar dinheiro com os estudos e personagens lúgubres a ter direito a “tempo de antena”.
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Carlos Oliveira
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08:39
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