segunda-feira, 23 de julho de 2007
10 razões para gostar das mulheres portuguesas (1)
E para começar até fui roubar esta imagem com uma mão cheia delas a um blog amigo. É uma homenagem a ti e ao teu Sporting. Mas como sei que não estás convencido, prometo mais para amanhã...
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Carlos Oliveira
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12:28
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A beleza em Portugal
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Carlos Oliveira
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12:01
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Férias e Espanha
Andei por Espanha uma semana de férias e gostei. Um país arejado, limpo, boas vias rápidas, um serviço de apoio ao turista personalizado e eficiente. A Galiza e as Astúrias encheram-me as medidas. Pelas paisagens, pelo património arquitectónico [com boa manutenção], pela comida e pelas unidades hoteleiras, pelo asseio que vi. Estas últimas marquei-as à medida que avançava no percurso previamente estabelecido. Pelo telefone [móvel] mas por cartão espanhol. O da TMN mostrou-se inoperacional passada a fronteira. Razões de segurança disseram-me. Treta. As empresas portuguesas continuam a dormir e a tratar os clientes como os dos supermercados.
Um país extraordinário [e percebo o esbasbacamento do Saramago] mas com sindicatos q.b. Trabalha-se ali ao domingo e serve-se os turistas enquanto os há. Aqui funciona-se e enfia-se o turista no colete das conveniências caseiras. Desde que não atrapalhe. Basta ver a vergonha da Baixa e compará-la como eu o fiz com a zona histórica de Lugo, Oviedo ou Santiago de Compostela. Automóveis na zona histórica? Não passam, não senhor. Ficam nos parques [e há-os por todo o lado]. Zonas históricas acessíveis apenas a peões. Não me apercebi que isso fosse desfavorável ao comércio [bem pelo contrário]. Aqui quer-se o carro do vereneante dentro da loja. Não é já um problema de falta de informação mas já de caturrice e estupidez. Ou de falta de visão.
Dr. António Costa abra os olhos e siga os exemplos aqui ao lado.
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Anónimo
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09:23
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domingo, 22 de julho de 2007
A propósito de livros e editoras
Uma das coisas surpreendentes do país é a variedade e qualidade do que se publica. Os editores tradicionais estão de certa forma liquidados. Ainda bem pelos leitores. Outras editoras hoje procuram segmentos de mercado que estavam arredios da escolha tradicional e que sempre ouvi dizer que não eram lucrativos. Por exemplo, a editora de Zita Seabra [Aletheia] oferece um conjunto de títulos particularmente interessantes no domínio das ciências sociais. Mas ponto essencial é a qualidade das traduções.
As últimas que li foram francamente medíocres. Francis Fukuyama na Gradiva, num livro que considero uma excelente síntese da análise neoconservadora - Depois dos Neoconservadores - das relações internacionais é claramente prejudicado por uma tradução inqualificável. Também O Fim da Fé de Samuel Harris para a Bertrand. Um livro estrutural para se perceber as origens do islamismo como ideologia totalitária e grande ameaça para a modernidade e o laicismo.
Para qualquer dos dois não hesito em recomendar aos leitores a leitura da respectiva versão original. Bola negra para as editoras Gradiva e a Bertrand. Tenham vergonha.
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Anónimo
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20:44
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No regresso I
...ajusto-me ainda à escala do tempo depois de duas revigorizantes semanas em Portugal e Espanha. É bom saborear o regresso à Pátria depois de largos meses fora.
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Anónimo
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20:28
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sexta-feira, 20 de julho de 2007
A União Ibérica segundo Saramago
O coro de protestos que se ergueu em reacção à entrevista de Saramago ao DN, no último domingo, foi manifestamente intempestivo e desproporcionado. Mais parecia um clamor guerreiro de combatentes de Aljubarrota irados com a “traição” de um novo Miguel de Vasconcelos, do que uma reacção de vozes habitualmente sábias e ponderadas. Ou leram apressadamente a entrevista, ou reagiram a quente a uma pergunta da jornalista, sem cuidar de sopesar as palavras.
Quando Saramago afirma que “Portugal acabará por integrar-se na Espanha”, não está a proferir nenhuma heresia. Não está a falar de uma união política, mas de algo que já existe e que salta à vista de todos: a união económica.
Quem percorre o país apercebe-se, especialmente nas zonas fronteiriças, que a influência espanhola é cada vez mais marcante em território português. São também cada vez em maior número os portugueses que vão fazer compras a Espanha e aumenta diariamente o número dos portugueses que lá trabalham e estudam. O espanhol é já a segunda língua mais aprendida pelos jovens portugueses, apenas ultrapassada pelo inglês. Os supermercados portugueses estão repletos de produtos espanhóis, há cada vez mais espanhóis a investirem nas zonas de lazer em Portugal e a tomarem conta de indústrias e serviços. O MIBEL ( Mercado Ibérico de Electricidade) é apenas um primeiro passo num conjunto de mercados ibéricos que irão florescer, fruto das exigências da globalização.
Que se acalmem os espíritos mais exaltados, como os de Manuel Alegre ou Vasco da Graça Moura. Não chegou ainda a hora de voltar a terçar armas contra os invasores espanhóis, nem Filipe de Bourbon e Letícia almejam implantar a monarquia em Portugal.
Num mundo globalizado, o objectivo é a união económica entre os Estados e não a sua união política. E a primeira- salvo os que andam distraídos- sabemos que já existe, embora não se possam ainda contabilizar os danos ou os benefícios.
Que se calem as vozes que acusam Saramago de “traidor” ou “infiel”. Embainhem de novo as espadas linguarudas e, ponderada e ordeiramente, remetam-se ao silêncio.
Saramago pode ter cometido um erro de casting, não pode é ser acusado por algo que só por falta de clarividência lhe é atribuído. Poderá estar “ressabiado” com Portugal, (o facto de se ter recusado a falar em português durante uma conferência que fez na Galiza prova-o à saciedade...) mas nas suas palavras leio apenas uma “provocaçãozinha” e acredito que neste momento se esteja a rir das reacções intempestivas que provocou nos saudosos de Olivença, sempre ávidos de desembainhar a espada contra Castela.
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Carlos Oliveira
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04:48
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A tristeza de Lula
Lula da Silva foi vaiado durante a cerimónia de abertura dos Jogos Pan Americanos e - confessou num programa da rádio- sentiu-se triste.
O Presidente brasileiro foi cauteloso no uso das palavras. Não disse que se sentiu traído, porque sabe que os milhares que enchiam o Estádio no Rio de Janeiro, impedindo-o de declarar oficialmente a abertura dos Jogos, não pertenciam ao Povo que ele está a ajudar a sair da miséria. Pelo contrário, eram na sua esmagadora maioria elementos das castas privilegiadas do Brasil que têm vivido à custa da exploração do povo brasileiro e não toleram que um sindicalista com todo um passado de luta pelos direitos dos mais desfavorecidos esteja- agora como Presidente- a pôr em causa os seus privilégios.
Lula disse que está triste. Não disse que estava revoltado, porque não quis extravasar esse sentimento para os milhões que o apoiam e lhe estão gratos pela "cesta básica" e pelas melhors condições de vida que lhes está a proporcionar.
Lula deu mais uma lição de humildade no Rio de Janeiro, ao desvalorizar as vaias e o facto de terem sido organizadas por um grupo de gente “que não o queria lá”. E teve a lhaneza de não agir como Chavez que, para evitar vaias na abertura da Copa América, distribuiu os bilhetes pelos seus correligionários. Lula preferiu enfrentar o inimigo e oferecer-lhe a outra face. O acto de coragem poder-lhe-á ter custado lágrimas amargas, mas enobreceu-o e cativou “um certo” Brasil que a maioria dos portugueses desconhece.
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Carlos Oliveira
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04:23
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