sábado, 4 de agosto de 2007

Os 25 melhores albuns de sempre





























































Algumas pérolas de grandes colheitas que considero imprescindíveis numa colecção de bom gosto. O critério será discutível mas estão aqui vinte e cinco expressões da cultura do nosso tempo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Rapidinhas 23- Última Hora

Cavaco vetou o Estatuto dos Jornalistas. Como diz o nosso amigo Pedro Correia no Corta-fitas, hoje somos todos cavaquistas. Bem, nem tanto assim, mas vale a pena comemorar!

Bom fim de semana!

Se estão a ver a Angelina Jolie em duplicado, povavelmente é cansaço do trabalho. Se os sintomas não desaparecerem durante o fim de semana, o melhor é consultarem um oftalmologista...

Leitura para o fim de semana


Acabei de ler – e recomendo- o último livro de Gilles Lipovetsky.
Em “A Felicidade Paradoxal” o filósofo e sociólogo francês desmistifica a ideia que a maioria das pessoas alimenta, de ser possível atingir a felicidade através do consumo.
A verdade- garante Lipovetsky- é que à medida que nos afogamos no prazer de consumir, vamo-nos sentindo mais infelizes.
A minha leitura:isso acontece porque nos desgostamos quando percebemos que na sociedade da hiperescolha a vaidade de exibir a última novidade dura um tempo muito escasso e isso deprime-nos. A ânsia de ser o primeiro a comprar o livro do Harry Potter, o iPhone ou a última versão da Play Station é um fenómeno universal que leva as pessoas( seja em Portugal, em Inglaterra, nos EUA ou na China) a comportamentso estranhos. Por exemplo:insurgem -se contra o atraso do autocarro, ou as filas nas Finanças, mas não se importam de esperar horas para adquirir um produto, no momento em que é posto à venda- e que no dia seguinte poderiam comprar com toda a calma.
Hoje em dia as pessoas não se limitam a querer ser felizes. Sentem-se obrigadas a sê-lo. É isso que “justifica” a obsessão de querer ser o primeiro. Porque ser primeiro – acreditam- é ser vencedor, é diferenciar-se da enorme massa humana que vai comprar nos dias seguintes o mesmo produto.Não estar entre os primeiros a adquirir um produto, a visitar uma loja, a ir a um restaurante ( ou atravessar o Túnel do Marquês) é visto quase como um insucesso. E as pessoas convivem mal com “este insucesso”. Por isso tornámo-nos infelizes e já nem tempo temos para ser solidários.
Aconselho o livro especialmente aos Pais que incutem este "Modus cogitandi" aos filhos, indo com eles para filas, durante longas horas ( por vezes as vendas começam à meia noite...) só para lhes satisfazer o orgulho de serem os primeiros a "TER". Eu sei que no fundo, os pais actuam assim porque também eles se sentem orgulhosos pelo facto de "O SEU FILHO" estar entre os primeiros a possuir a "novidade". Ficaria mais feliz se vivesse numa sociedade onde o prazer primeiro dos pais fosse ensinarem os filhos a "SER"...

Rapidinhas 22- O ridículo também mata

Um espectáculo deslumbrante ontem, ao fim da tarde, à porta do Museu Nacional de Arte Antiga. Um grupo de manifestantes envergando roupas de marca manifestava a sua solidariedade a uma “ tiaaaaa!” cuja comissão de serviço termina no próximo dia 31. A “tiaaaaa!” estava emocionada e os manifestantes orgulhosos do seu feito. Porque será que estas picarescas manifestações da direita se tornam tão ridículas?

Conversas da "silly season"

- “Olha lá, sabes quem é o Ministro do Mar da Suiça?”
- “Da Suiça? Deves estar parvo, os gajos não têm mar!...”
- “Que é que isso interessa? Os belgas também têm lá um Ministro da Cultura!”

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Ikea

O magnifico espectáculo da inauguração da segunda loja da multinacional IKEA em Portugal [Matosinhos] com bichas de mais de 24 horas para apanhar uns brindes na abertura é próprio de um país do Terceiro Mundo não de um país da União Europeia. Os meninos e as maezinhas que passaram a noite ao relento dormindo no chão poderiam ter feito coisas mais interessantes, como ajudar na sopa dos pobres ou limpar as pichagens que abandalham os monumentos portugueses [coisa que não se vê em Espanha por exemplo] mas convenhamos que o desporto nacional preferido - as compras nas grandes superfícies - desvairam qualquer um.
Ainda eu me queixo dos chineses e das palhaçadas que assisto cada vez que se abre aqui um casino - entre empurrões, coteveladas e atropelos. Haverá alguém mais parecido aos chineses que os portugueses? Meditem.

O folhetim da Câmara de Lisboa

Ponto 1 - José Sá Fernandes esclareceu que nunca excluiu entendimentos com o novo presidente da câmara de Lisboa, António Costa, lembrando inclusivamente que, antes da campanha eleitoral apelou à convergência entre as forças de esquerda.
Ouvido pela imprensa, o vereador que tomará conta do pelouro do Ambiente considerou que Helena Roseta, que na quarta-feira sublinhou que «não troca lugares por compromissos», não terá ouvido bem o seu apelo.
«Apelei antes da campanha para que houvesse uma união de todos. Fi-lo publicamente e dirigi-o quer à Helena Roseta, quer ao Ruben de Carvalho, quer ao António Costa. Durante a campanha fiz um apelo para que houvesse convergência entre estas forças. E agora, depois das eleições, continuo a fazer o mesmo apelo», recordou.
O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda frisou ainda que apenas excluiu qualquer tipo de entendimento com os elementos da lista de Carmona Rodrigues e que por isso não percebe as declarações de Helena Roseta.
«É importante haver convergência para Lisboa, faz falta falar a Lisboa e quanto mais forças tiverem neste combate, sem ser as forças que puseram Lisboa neste estado, acho devem haver entendimentos», acrescentou.
Ponto 2 - Na quarta-feira, a vereadora Helena Roseta considerou que José Sá Fernandes se contradisse ao assinar um acordo político com António Costa e por isso exigiu um pedido de desculpas ao vereador eleito pelos bloquistas.
«Hoje disse ao vereador Sá Fernandes que ele me exigia um pedido de desculpas, porque todos ouviram, durante a campanha eleitoral, que ele disse várias vezes que os cidadãos por Lisboa e a Helena Roseta tinham um acordo com António Costa», disse.
Num jantar com apoiantes, a vereadora eleita pelo movimento «Cidadãos por Lisboa» recordou que, durante a campanha para as intercalares de 15 de Julho sempre disse que nunca faria este acordo e que afinal foi o vereador Sá Fernandes que o fez.
«Afinal ele é que queria fazer um acordo e agora ficámos todos a saber afinal a quem é que o 'Zé fazia falta'», afirmou Helena Roseta, numa referência à frase de campanha usada pela campanha de José Sá Fernandes.


Meu Deus o Zé fazia falta! Isto ainda agora começou mas [já] vai por um lindo caminho. Em vez de elegerem um executivo para a Câmara os lisboetas elegeram um bando de lacraus e puseram-nos todos dentro do mesmo saco. E depois de considerarem a Câmara mal governada tornaram-na ingovernável. No espaço de um ano [o mais tardar] teremos vereadores demitindo-se e acusações de traição para todos os gostos. E novas eleições. Se não processos em tribunal.
Estes cromos da esquerda que estão hoje na Câmara é tudo gente que manda mais bocas do que faz alguma coisa de geito. É tudo malta da democracia participativa, do devolver a voz aos cidadãos, do trélélé mas quando se trata de arregaçar as mangas e ir ao trabalho arrega Satanaz isso é com os outros, com a direita dos interesses.
O Dr António Costa que é um tipo catita e o mais decente nesta roda de caretas ganhará mais uns cabelos brancos, a aturar esta gente e a responder às fugas de informação para a imprensa. Mas é-lhe reconhecida uma paciência de chinês depois de aturar as alarvices do Dr. Alberto Costa, esse modelo de competência na área da Justiça que o governo socialista tem. No fundo é bem intencionado, mas quando quiser pôr ordem na vereação vai-se chamuscar.Mas como tem uma boa estrela pode ser que se safe.
Ainda vamos ter saudades do Dr. Santana Lopes no fim deste folhetim. Oiçam o que digo.