quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Um mundo sem religiões

(...) qualquer destes livros suscita uma pergunta fatal: como tanta "evidência", "ciência" e "aprendizagem" sobre o homem, como é que há gente que ainda acredita em Deus? A religião não pode ser apenas um equívoco de primários. A resposta de Dawkins e companhia seria provavelmente a de que as pessoas optam muitas vezes por uma vida de engano e submissão, além de que o género humano não suporta nunca demasiada realidade.
Mas a resposta mais segura é de que as pessoas continuam a acreditar em Deus porque sentem uma irreprimível necessidade de acreditar em Deus. Ao pé dessa necessidade, os domínios da "prova" e da "ciência" tornam-se falíveis, não dizem nada sobre o que somos. Certamente que a fé não chega para fundar uma religião séria. Certamente que as pessoas acreditam em Deus de forma diversa e há quem não hesite em matar para atestar a sua crença. Mas esse impulso natural das pessoas para o fideísmo, no limite para a religião, é indomável. Não se ensina uma pessoa a deixar de acreditar em Deus, como se ensinam as leis da física ou o sistema solar. A religião não é uma ideologia.
É por isso que a ideia de um mundo sem religião é uma utopia absurda. Poderíamos viver num mundo sem religião? Viveríamos melhor num mundo sem religião? Não sei, mas duvido. Com mais ou menos ciência, o instinto religioso faz parte da nossa luta diária pela sobrevivência num mundo adverso e sem sentido (...)
Pedro Lomba no DN,
aqui.

Aqui está um senhor


Via Lusa

O deputado do PSD José Luís Arnaut garante que não conhece, nem acompanhou, o financiamento da SOMAGUE ao partido. No entanto, numa carta dirigida ao Tribunal Constitucional assume a «responsabilidade» pelo sucedido, uma vez que, na altura, era secretário-geral do PSD. Arnaut aponta ainda o dedo ao ex-secretário-geral adjunto José Luís Vieira.
Na carta dirigida ao tribunal, datada de hoje e à qual a Lusa teve acesso, Luís Arnaut garante que não teve conhecimento da infracção: «Esclareço que não tive conhecimento, nem acompanhei pessoalmente, os termos concretos em que o apoio da SOMAGUE foi, na situação em análise, concedido».
O TC deu como cabalmente provado, em acórdão de 27 de Junho, que a SOMAGUE pagou uma factura no valor de 233.415 euros por serviços prestados ao PSD e à JSD pela empresa Novodesign, detida à altura pela Brandia Creating. O documento conclui que o PSD violou a lei do financiamento dos partidos incorrendo em «ilegalidades objectivas» puníveis com coima não só ao partido como aos dirigentes partidários responsáveis. «Apesar de, repito, não ter tido conhecimento desses factos, nem do momento em que ocorreram, conforme aliás decorre do inquérito da Polícia Judiciária, mas dadas as funções de Secretário-geral do PSD que então desempenhava, entendo dever agora assumir, politicamente, a responsabilidade objectiva pelos mesmos», refere a carta.
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À laia de conclusão: não cuspem para o ar, querem ver que ainda lhes cai em cima? E isso está dividido por todos.

Sobre MST

O Carlos admoesta-me sobre as incoerências da minha avaliação sobre MST ao assinalar-lhe alguns impulsos infantis na forma como faz opinião escrita, o que o desvaloriza e ser, ainda assim, da "melhor prosa que tenho lido". Não há nada de incoerente nesse juízo, e se tivesse em conta o que digo, aqui, percebias. Há um certo estilo de comentário político na imprensa escrita que faz uma colagem (não sei se intencional) a um evangelismo de púlpito, esgrimindo com "verdades", acenando com excomunhões, fazendo arremedos de santidade e quando faz profecia - pecadilho que todos os oppinion makers fazem, algumas vezes - e se engana nunca pede desculpa aos leitores. MST é useiro e vezeiro nessa táctica, como se reparar um erro fosse abujurar a função de comentador. Sobre PC espero que estejas certo e que a "conspiração sulista" isente o pobre desgraçado. Gosto muito do Porto que tem aliás o melhor Presidente da Câmara do país, e que espero um dia seja mais do que isso. E esta?

Rapidinhas 33- Post-it ou Penso rápido?

Afinal, parece que o blog do Luís Filipe Meneses não é gerido por ele, mas sim por um assessor que- providencialmente - está de férias. Isto de emprestar o nome a um blog e depois pôr outro a escrevê-lo é, pelo menos, uma ideia original. Por isso, estou tentado a mudar a a alcunha que atribuí há pouco a LFM . Em vez de “Fita-cola”, talvez seja melhor “Post-it”. E que tal “Penso rápido”?

Rapidinhas 32- Bastardos e Vampiros

Miguel Portas reconheceu ter errado na avaliação que fez no seu blog "sem muros" acerca da acção levada a cabo em Silves pela “Verde Eufémia”. Só lhe fica bem. O que ele não esperaria é que logo um conjunto de Vampiros e Bastardos que interpretam a Democracia com a atitude pueril dos néscios, se abatesse sobre ele. Na imprensa e na blogoesfera, ergueram-se as vozes de puritanos ofendidos utilizando o escárnio e a volúpia palavrosa em esbirros de palavras maldicentes. Como bem augura o povo no seu saber proverbial: “Diz o roto ao nu...”

Silves ( depois de assentar a poeira)

Agora que parece estar a assentar a poeira sobre o caso de Silves – e sem tirar uma palavra àquilo que aqui escrevi- é altura de dizer que tanta indignação em torno do assunto me parece, agora, um tanto ao quanto farisaica.
Os “soundbites” estiveram em volume demasiado elevado, furaram alguns tímpanos e turvaram algumas mentes. A começar por quem divulgou primeiro a notícia nos seguintes termos: “militantes ecologistas arrasam uma herdade de milho transgénico” . Veio depois a saber-se que afinal foi apenas 1/50 avos de uma propriedade agrícola que foi destruída. O resto não foi afectado graças – toda a gente sabe hoje isso, menos Marques Mendes e alguns dos seus correligionários- à intervenção da GNR. Ora destruir 1hectare é bem diferente de destruir 50. Mas adiante... pois o importante, agora, é reflectir sobre outros atentados ambientais não menos violentos que têm sido tolerados com grande complacência.
Nem vale a pena falar dos campos de golfe que crescem como cogumelos, das “Herdades dos Sobreiros” ou das construções “clandestinas” em áreas protegidas cujo exemplo mais gritante talvez seja o da Arrábida... Basta pensar na forma selvagem como toda a orla costeira está a ser destruída, para construir projectos turísticos ( também já aqui escrevi acerca disso) ou nos famigerados PIN ( projectos de interesse nacional) que transformam áreas protegidas da nossa Reserva Natural em projectos industriais, para perceber que se verteram por aí muitas lágrimas de crocodilo.
Isso não impede- repito- que continue a condenar a acção dos “Verde Eufémia” como um acto de vandalismo inqualificável que em nada contribuiu para fortalecer a causa ambientalista. E, apesar de todas as operações de branqueamento que têm sido tentadas nos últimos dias , ninguém me convence ( pelos motivos que aqui expus noutros posts) que os transgénicos são inofensivos

Digressão gastronómica em férias - parte 1

De férias um punhado de dias nas imediações da Serra da Estrela, e de livro dos "Melhores Restaurantes", edição de 2006 do Jornal Expresso, fomos em busca de alguns deles.

Uma breve súmula de experiências:

- restaurante da Pousada do Convento do Desagravo

Provavelmente a mais bonita de todas as Pousadas de Portugal. Edifício e recheio de cortar a respiração e pertencentes à Fundação Byssaia Barreto. Gestão do Grupo Pestana.

Atendimento simpático mas pouco eficaz no restaurante. Boa confecção e apresentação de produtos de base regional. Preço elevado e relação preço/qualidade geral algo desproporcionada.

- restaurante Camelo

Sito no hotel do mesmo nome em Seia. O anterior proprietário, Jorge Camelo, vendeu há pouco tempo o hotel e o restaurante ao grupo Eurosol.

Continua, no entanto, a assegurar a gestão do restaurante. Recebendo os comensais e os clientes estreantes de forma personalizada e com cuidado e atenção.
Comida excelentemente bem confeccionada, com destaque para os pratos regionais. Sobremesas e doçaria caseiras.

Preço moderado. Excelente relação preço/qualidade. Vale a pena a deslocação.

- restaurante Albertino

Na aldeia serrana de Folgosinho, no lado Norte da encosta da Serra da Estrela, em pleno concelho de Gouveia.

Imagine-se uma aldeia relativamente bem conservada. Onde o centro é constituído por casas de granito. Onde uma fonte, uma pequena capela recuperada e um pequeno mas lindo castelo constituem um conjunto harmonioso.
Uma profusão de bons automóveis estacionados desde a estreita estrada de acesso à povoação como no seu interior.
Várias centenas de pessoas esperando a sua vez para se poderem sentar no restaurante. Onde as mesas são preenchidas com turnos de clientes... com um tempo de espera médio para sentar superior a uma hora...Onde algumas pessoas esperavam até às 16horas pelo privilégio de puderem comer...

Entrada de bom pão de centeio e queijo amanteigado. Seguido de um prato de enchidos, duros, frios e mal amanhados...
Segui-se cabrito assado (excelente), arroz de cabidela (aceitável), leitão (seco, duro, com ossos...), javali com feijão (intragáveis) e a possibilidade de escolher uma de três sobremesas. Preço fixo de 12 euros. Tipo enfarta brutos.
Dizem-me que foi o General Ramalho Eanes, oriundo de Alcains, Fundão, quem com as suas presenças contribuiu para dar fama nacional à casa.
Cá por mim não tenciono voltar... o preço pode parecer um "barato" mas a espera, o carácter quase cantineiro do espaço, das mesas e dos assentos, a qualidade irregular da comida, aconselham a procurar outras paragens doravante...

Rapidinhas 30- O “Fita-Cola”...

Noticia o “Público", que os posts que Luís Filipe Meneses coloca no seu blog são todos plagiados, sendo a fonte preferencial de pesquisa do presidente da Câmara de Gaia a Wikipédia. Pronto, o PSD já tem um candidato apto para colar os cacos do Partido. Depois desta "investigação do "Público" Luís Filipe Meneses bem pode passar a ser conhecido como o“Fita-Cola”.