terça-feira, 28 de agosto de 2007

Rapidinhas 39- Ai estes portugueses!

Já aqui fiz referência ao facto de os portugueses adorarem ter cães, mesmo que habitem em espaços onde a sua presença- pela exiguidade das instalações e pelos incómodos que causam à vizinhança não o recomenda.
Volto ao assunto, na sequência de uma notícia divulgada pela SOS Animal: “nos primeiros seis meses deste ano foram abandonados 50 mil cães em Portugal”. Já não é só o período de férias que serve de justificação ao abandono de animais. Ao que me parece, os donos dos canídeos quando se fartam deles não têm qualquer pejo em abandoná-los. Depois lamentam a má sorte dos cães que os chineses alimentam, para comer durante o Ano Novo Chinês. Este povo português é mesmo giro!

Ainda o jogo de Atenas

Afinal, à última hora, a UEFA deu o dito por não dito e acabou por aceitar o adiamento do jogo AEK-Sevilha. A muito custo, provavelmente, mas o jogo lá foi adiado para o dia 3 de Setembro.

Tragédia Grega- Parte II

(...)Sena Santos (DN) passa em revista a imprensa internacional sobre os incêndios na Grécia. Parece uma reprise das páginas escritas sobre os piores anos de fogos em Portugal. Sem tirar nem pôr, estão lá todas as explicações que por cá também se usam… quando já é tarde.
Só falta acrescentar que os conservadores no poder decidiram aproveitar a comoção nacional para marcar eleições legislativas antecipadas para 16 de Setembro. Uma campanha no braseiro, portanto. Seria muito bem feito que quem assim explora a sua própria incompetência e a desgraça alheia pagasse caro a ousadia.
( Miguel Portas em “Sem Muros”)


Palavras para quê ?A direita cultiva a hipocrisia e compraz-se a criticar a esquerda, pela simples razão de não ser capaz de se ver ao espelho...

Off- Shore para o bom senso, precisa-se!

A Grécia está em chamas. Vivem-se por todo o país momentos de angústia e chora-se a morte de muitas dezenas de pessoas. A Europa inteira partiu em socorro dos gregos, condoída com o drama que se vive no país. A 1ª jornada do Campeonato de futebol- que se devia ter jogado no último fim de semana – foi adiada. Mas hoje, ao fim da tarde, há futebol em Atenas. Para as competições europeias.
Os gregos pediram à UEFA o adiamento do jogo, alegando falta de condições psicológicas. Os adversários espanhóis do Sevilha estavam de acordo. Embora por razões diferentes, também eles vivem momentos de dor, temendo pelo futuro de um colega que luta desesperadamente pela sobrevivência.
Nada a fazer. Insensíveis ao drama, os senhores da UEFA mostraram-se inflexíveis. Não haverá adiamento. A bem da transparência no futebol-defendem.
As vetustas aves de rapina que comandam os destinos do futebol europeu, cobrindo-se de afrontosas mordomias, são insensíveis à dor e ao drama. Para eles, o mais importante da vida é garantir que um jogo de futebol se realize à hora marcada. Talvez o seu sonho seja, mesmo, morrerem à frente de um pelotão de fuzilamento...num campo de futebol.
Pensei que com Platini, o futebol europeu ganhasse um pouco mais de Humanidade e se diluíssem um pouco os efeitos nefastos da vertente industrial e financeira que o está a minar. Enganei-me... Platini foi rapidamente engolido na voragem de insensibilidade que varre o futebol – e o desporto profissional na generalidade.
O mundo ocidental está mesmo a precisar de um off-shore. Não daqueles onde se branqueiam capitais, mas sim um onde se lavem as consciências e se adquira bom senso. É que, como eu, há milhões de pessoas em todo o mundo que adoram futebol...

Sobe, sobe bandeirinha....

O português Nelson Évora conquistou, esta segunda-feira, a medalha de ouro na final do triplo salto dos Campeonatos do Mundo de atletismo, que se disputam em Osaka, Japão, graças a um novo recorde nacional, de 17,74 metros.

Portugal campeão do mundo, numa modalidade que tem sabido rechear de talentos. Curiosamente (ou talvez não) numa modalidade que assenta no esforço individual, na capacidade de sacrifício, e na crença. No colectivo somos fracos, mas os nossos valores individuais brilham, quando lhes é permitido lá fora. Muito trabalho e descrição. Curioso o contributo forte das gerações africanas já nascidas em Portugal para o prestígio de Portugal. Três negros a baterem-se forte na mais nobre (para mim) das modalidades olímpicas. Parabéns ao Nelson Évora. Torçamos pelos outros.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Silly Season

Não sei se a silly season já acabou mas o fluir das notícias que chegam de Portugal é absolutamente desinteressante. Nada acontece. Os protagonistas políticos a banhos, os jornalistas na modorra dos dias de Verão, os juízes encalacrados com processos que não acabam, empastelados por uma lógica garantística que não persegue a Justiça mas os expedientes processuais, onde os advogados "bicam". Na cultura não vi ainda o programa da nova temporada da Gulbenkian. Há anos que não vou a um espectáculo de música clássica em Portugal. Os concertos de música moderna são interessantes como já alertei. Pontuá-los-ei aqui a partir de Setembro próximo.

Séries

Uma das rotinas que se cria com a TV Cabo (aqui tem um nome diferente) é seguir as séries que a pulsante indústria cinematográfica (principalmente a america) vai pondo cá fora. Cá em casa dividimo-nos nas preferências mas fico preso por algumas das séries mais conseguidas que tenho visto. Lost (aqui na 3.a Season), Criminal Minds. Deixei de ter paciência para o 24 horas. O tema interessa-me (o terrorismo) por razões académicas mas o argumento é mastigado, repetitivo e os intervalos publicitários (aqui explorados até ao limite) são chatos. O presidente bem-intencionado mais o vice-presidente que o trai, mais a intriga palaciana, depois os terroristas que se revelam tecnicamente mais apetrechados que as unidades de contra-terrorismo. Enfim...

Escrita

Regresso ao exercício penoso da escrita. É como compor uma peça de música ou fazer um lego. Peça por peça, expressão por expressão, anotação por anotação. O outro já está na tipografia (edição Livros do Horizonte) e é sobre a Europa e os Estados Unidos. Este é sobre a China: entre o poder e o direito. Um livro policromático escrito em tempos diferentes e agora "cosido" com os olhos de hoje. Procurando captar, congelar, a voragem dos acontecimentos entre o passado revolucionário (exaltante) e as exigências de construir uma sociedade moderna, buliçosa, empresarial. Um regime fechado, autocrático, com uma elite secretista, entrópica que olha com arrogância para a sociedade (por baixo) que muda, muda muito. Que diferença entre a China que conheci em 1989 e a que se vê hoje? A um ano dos Jogos Olímpicos, provavelmente a maior encenação política desde os Jogos de Moscovo, a prisão dos dissidentes segue imparável. Mas a democracia é um objectivo longínquo. Não acredito em soluções à USSR. Acontecem uma vez num milénio. Vamos a ver o que sai do XVII Congresso do PCC. Não é que o partido tenha mudado, os comunistas não mudam. É ver uma nova geração ser chamada a responsabilidades públicas. A minha.

Hoje é o dia...

da inauguração do Venetian Resort, o maior projecto imobiliário do mundo. Uma cidade dentro de uma cidade.

Samuel Huntington tinha razão?

(...) Perante o desafio em analisar a teoria de Samuel Huntington sobre a tipologia dos futuros
conflitos mundiais, indaguei-me profundamente sobre qual a metodologia que deveria
utilizar bem como sobre a minha capacidade de desconstruir alguns preconceitos que,
humanamente me poderiam condicionar numa análise que se pretende séria, desapaixonada
e científica.(...)
Paula Araújo num inteligente artigo no site do CIARI, um fórum inovador de relações internacionais.

Europeus...mas não muito!

No post anterior, chamo a atenção dos leitores para a proliferação de estudos europeus referindo apenas a Europa a 15, situação que me deixa atónito. Pergunto-me, frequentemente, quais as razões que levam a determinar a mediana europeia num contexto de apenas 15 países, quando na realidade são 27 os Estados membros. Não pretendo encontrar aqui uma resposta, mas apenas dar alguns contributos para uma reflexão sobre o assunto.
Parece-me que esta prática dá razão àqueles que defendem uma “Europa a duas velocidades”. Há uma diferença gritante entre “os Quinze” e a maioria dos 12 últimos Estados a aderir à União Europeia. Recorrendo a um plebeísmo, diria mesmo que a maioria não cumpria os “critérios mínimos” ou seja, se a admissão à UE fosse feita pelos parâmetros de exigência dos Jogos Olímpicos, muitos dos 12 países não tinham sido admitidos.
Sabemos que a admissão em pacote dos países do Leste Europeu assentou numa estratégia política, resta saber se a Europa vai ganhar ou perder com isso. Não só em coesão, mas também no cumprimento dos objectivos para 2010 ( “tornar-se o espaço europeu o mais competitivo do mundo”).
As últimas atitudes de Putin ( bandeira no Pólo Norte, abandono do acordo de armamento, reforço de algumas posições militares estratégicas na Europa...) abrem uma porta para a dúvida sobre o acerto na estratégia ( quanto a mim precipitada...) do alargamento a Leste ( sim, eu sei que as acções de Putin têm a ver com a crescente hegemonia dos EUA, mas não descarto algum ressabiamento russo quanto à integração europeia de países que estiveram durante décadas na sua área de influência).
A verdade insofismável é que vivemos numa Europa com dois ritmos diferentes de desenvolvimento. Daí a minha dúvida. Sabendo que Portugal ocupa já o 18º lugar no “ranking” europeu -com tendência para descer ainda mais- que sentido faz incluir Portugal numa Europa a 15? Só um critério de temporalidade o justifica...
Há outra hipótese a considerar. A inclusão de Portugal deve-se ao facto de os seus padrões de desenvolvimento e crescimento estarem na mediana dos restantes 12, o que permite atenuar diferenças no seio da União Europeia, quando se fazem comparações a 27. Em ambos os casos, Portugal não fica bem no “retrato de família”. É como aquele gajo que está no cantinho da fotografia dos cursos de finalistas e todos perguntam quem é, porque ninguém se lembra dele...

Os portugueses – aparências, vergonhas e mitos...

Apesar das sucessivas desilusões com a construção europeia, continuo a ser um europeísta convicto. Tenho é cada vez mais dúvidas quanto à capacidade de Portugal alguma vez sair da cauda do pelotão europeu, onde se vem afundando há quase dez anos.
Falta aos portugueses empenho num projecto que identificam apenas como um saco de milhões que diariamente nos entra nos cofres, mas a que poucos sentem o cheiro. Os dinheiros de Bruxelas têm sido sobejas vezes desbaratados em projectos dispensáveis, em investimentos imprestáveis e em obras públicas faraónicas. Parcas vezes têm sido usados na construção e desenvolvimento do país, gerando mais riqueza ou permitindo aumentar a qualificação.
No entanto, aparentemente, os portugueses andam satisfeitos. Têm dinheiro para satisfazer as suas necessidades básicas e supérfluas e é quanto lhes basta para se sentirem de bem com a vida. As constantes subidas das taxas de juro têm-lhes retirado um pouco o sorriso, mas nem por isso lhes aumentam o siso. A maioria dos portugueses vive acima das suas possibilidades e consome mais do que as suas necessidades. O português vive na idiossincrasia do novo riquismo. Aparentemente está feliz com a sua “vidinha” de aparências, assente no princípio do “desenrasca”.
“Malgré tout...” de quando em vez apanha uns sopapos. Há tempos foi um putativo Ministro que decidiu viajar até à China para proclamar, prazenteiro, as vantagens competitivas de Portugal, graças aos baixos salários dos portugueses. Agora, foi a OCDE a divulgar um estudo onde se conclui que, apesar de o custo de vida ser 20% mais barato em Portugal do que na média dos países europeus, os portugueses têm salários 40% mais baixos do que a Europa a 15. ( Confesso que a sucessiva divulgação de estudos referentes a uma Europa a 15 me deixam atónito, mas isso explicarei noutro post...). A divulgação destes estudos deprime-nos. É que, embora saibamos que vivemos num mundo de faz de conta, não gostamos que os outros o saibam. Gostamos de manter as aparências de que somos ricos. Que o mundo saiba que afinal não somos, indigna-nos. Não porque estejamos dispostos a lutar para garantir salários de nível europeu e condições de vida idênticas aos nossos parceiros comunitários, mas apenas porque saber que os europeus ficam a conhecer as nossas fraquezas, nos envergonha.
Ora um país com um povo envergonhado que não se assume, não é um país com futuro. Daí o meu cepticismo quanto à possibilidade de Portugal vir, um dia, a estar na dianteira da Europa.

A crise belga

Incumbido no passado dia 15 de Julho pelo Rei, de estabelecer negociações que permitissem a criação de um Governo, Yves Lemert- o demo-cristão vencedor das eleições em Junho- desistiu a semana passada, considerando-se incapaz de cumprir a missão real e o mandato popular.
Flamengos e Valões estão cada vez mais distantes e, perante a passividade dos belgas, não fazem grande esforço para uma aproximação. Qual será o futuro do berço da União Europeia? A Bélgica conhecerá uma secessão e os eurocratas terão em breve que mudar de poiso? Um tema a seguir com atenção, sem dúvida...

Rapidinhas 38- Lisboa ao Cubo

Este fim-de –semana uma amiga desafiou-nos a ir à nova coqueluche da noite lisboeta. O Kubo é um espaço à beira rio concebido e explorado pelo clã familiar de João Rocha que justifica plenamente – apesar dos preços especulativos a que já me habituei na noite lisboeta – mais visitas.
Em noites quentes como a da última sexta-feira, com a Lua a reflectir a sua luz nas águas calmas do Tejo, os lisboetas não desperdiçaram a oportunidade de comungarem uma parte da noite com o seu rio, num espaço onde o bom gosto se alia à simplicidade. Muitas caras conhecidas, hordas de jovens em estágio exploratório antes de partirem para as discotecas e os “voyeurs” do costume.
A noite da última sexta feira foi de Lisboa ao Cubo. No Kubo.

Rapidinhas 37- Jamais digas jamais

É o que deve estar neste momento a pensar o ministro Mário Lino que este fim de semana veio admitir, pela primeira vez, a possibilidade de construção do Aeroporto em Alcochete. O próximo passo talvez seja admitir a viabilidade Portela+1...

O fim do "horizonte"

Sempre polémico, Eduardo Prado Coelho nunca virava a cara a uma boa discussão. Ou melhor: E.P.C. adorava polemizar. As suas crónicas raras vezes eram consensuais e isso parecia dar-lhe um prazer particular. Embora fosse um académico, as suas crónicas eram normalmente despidas do “tique” elitista que coarcta a comunicação com o grande público. Isso tornava-o mais vulnerável a algumas críticas, mas conferia-lhe a aura dos grandes comunicadores.
Sem preconceitos elitistas- embora por vezes cultivasse essa postura - EPC tão depressa escrevia no seu “Fio do Horizonte” sobre música e literatura, como política ou futebol. Universal na escrita, EPC era também eclético nas suas escolhas políticas. Foi do PC, esteve próximo do PS e não se coibiu de apoiar Cavaco Silva quando achou que o devia fazer. Os grandes homens – que amam a vida e dão valor à Liberdade são assim. Recusam deixar-se agrilhoar pelas máquinas castradoras dos partidos, porque sabem que não há verdades universais que o justifiquem.
A última vez que estive com ele foi num debate na Almedina, onde mantivemos uma acalorada discussão. Aliás, em boa verdade, devem ter sido mais as vezes em que discordei das suas opiniões, do que aquela em que comunguei a sua visão das coisas. Isso não impede que tenha sentido um grande choque quando soube da sua morte – apesar de ser conhecida a sua doença não era esperada.
Sei bem a paixão que tinha pela vida e quanto ainda esperava dela. Na hora da sua morte não deixei de pensar- uma vez mais- que se tomássemos mais vezes consciência do valor efémero da vida, o mundo podia ser muito melhor.
É talvez a melhor homenagem que lhe posso fazer no momento do adeus definitivo.

domingo, 26 de agosto de 2007

Venetian

É inaugurado amanhã em Macau- dia 28 de Agosto - o maior casino do mundo, o Venetian resort casino, propriedade do Las Vegas Sands, um complexo de casino, hotéis, mall e restaurantes envolvendo um investimento de 1.8 biliões de US dólares. Em termos de área, diz o operador, apenas as instalações da NASA na Florida são maiores. O complexo disporá de 3000 quartos, 350 lojas comerciais, e vários espaços para congressos. Replicará a zona dos canais da cidade de Veneza e terá (espante-se) gôndolas e barqueiros. Uma visita a não perder e mais um spot para visitarem Macau. Algumas imagens neste e no post seguinte.

Portugal e a Europa

Acabei de ler este livro, com coordenação de António Costa Pinto e Nuno Severiano Teixeira editado pelo Círculo de Leitores, em Julho de 2007. É um livro fundamental para se perceber o processo de adesão de Portugal à Comunidade Europeia. Colecção de testemunhos de Calvet de Magalhães, Xavier Pintado, Silva Lopes, João Cravinho, Siqueira Freire, Fernando Reino, Medeiros Ferreira, Ernâni Lopes, Jaime Gama e Mário Soares, prefaciado pelos dois primeiros. A história não foi bem como se contou com resulta de alguns dos vivos testemunhos dos protagonistas. Muito sentido-espírito-de-orelha e sorte. Desenvolvo análise aqui na coluna quinzenal do JTM.

sábado, 25 de agosto de 2007

Eduardo Prado Coelho, um desaparecimento

Leio agora no Diário Digital:
(...) Morreu o escritor Eduardo Prado Coelho. O professor e ensaísta Eduardo Prado Coelho, de 63 anos, faleceu hoje de manhã na sua residência em Lisboa, disse à agência Lusa fonte próxima da família.
Nascido em Lisboa em 1944, Eduardo Prado Coelho foi autor de uma ampla bibliografia universitária e ensaística. Eduardo Prado Coelho mantinha ampla colaboração em jornais e revistas e uma crónica semanal sobre literatura no jornal Público, para além de um comentário político quotidiano no mesmo jornal. Licenciado em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, doutorou-se em 1983 na mesma universidade. (...)

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Não me move a hipocrisia das sacristias. Não tinha em grande conta o intelectual (de esquerda) e o homem público, quer pela visão que tinha dos grandes problemas da sociedade portuguesa, quer (mais recentemente) pelas críticas virulentas que protagonizou contra Cavaco Silva bem como pela forma como se portou quando aqui esteve em Macau e insultou a mulher oriental em crónica no Público. Descanse em paz e que a terra lhe seja leve.

Leviathan of the Right

George W. Bush, reviled by the left ever since he became president, has recently accomplished the feat of acquiring a new and unlikely set of detractors. The longer he flounders in domestic and foreign policy, the more a vocal contingent of intellectuals and columnists allied to the Republican Party is attacking him. Unlike that of most Bush critics, however, their complaint isn't that the president has veered too far to the right. It's that he isn't conservative enough. In Leviathan on the Right, Michael D. Tanner offers the fullest exposition of this line of reasoning to date. Tanner is a lucid writer and vigorous polemicist who scores a number of points against the Republican Party's fiscal transgressions."–The New York Times Book Review