segunda-feira, 23 de julho de 2007

Mulheres portuguesas bonitas - Helena Coelho, a rapariga da fruta

Festival Delta Tejo - 3 noites de música de qualidade

Estive nas três noites do Festival Delta Tejo, cortesia de um dos patrocinadores.
Apesar do frio, muitos pontos fortes a salientar:

- facilidade de estacionamento;
- boa música, bons intérpretes;
- excelente localização e vista sobre o rio Tejo, a Margem Sul, a colina das Necessidades. Fabulosa!

Valeu a pena! Que para o ano possa ir também!

10 razões para gostar das mulheres portuguesas (2)


Bem, na verdade aquelas não eram todas portuguesas, por isso, aqui vai um exemplar bem português que não vive em cativeiro...
Para ver se te (re)adaptas ao conceito de beleza à portuguesa...




10 razões para gostar das mulheres portuguesas (1)

E para começar até fui roubar esta imagem com uma mão cheia delas a um blog amigo. É uma homenagem a ti e ao teu Sporting. Mas como sei que não estás convencido, prometo mais para amanhã...

A beleza em Portugal



Embora considere que o retrato que o nosso amigo Arnaldo Gonçalves faz de Portugal está pintado em tons demasiado negros, concordo basicamente com as críticas que faz. Espero, porém, que tenha ficado fascinado com a minha cidade do Porto que está cada vez mais linda, embora muito porca, porque o Dr. Rui Rio preferiu fazer outras apostas.

Apenas um reparo: como quando almoçámos ainda estavas cá há pouco tempo, não me apercebi da tua frustração em relação às portuguesas, caso contrárioi, teria tido oportunidade de te mostrar alguns belíssimos exemplares que se paseiam na zona da Ribeira e no cais de Gaia.

Tiveste azar, meu amigo, e certamente só encontráste exemplares como estes:




Mas fica desde já prometido que vou postar algumas fotos que te vão convencer que estás errado, ok? Assim uma espécie de 10 razões para gostar das mulheres portuguesas...


Férias e Espanha

Andei por Espanha uma semana de férias e gostei. Um país arejado, limpo, boas vias rápidas, um serviço de apoio ao turista personalizado e eficiente. A Galiza e as Astúrias encheram-me as medidas. Pelas paisagens, pelo património arquitectónico [com boa manutenção], pela comida e pelas unidades hoteleiras, pelo asseio que vi. Estas últimas marquei-as à medida que avançava no percurso previamente estabelecido. Pelo telefone [móvel] mas por cartão espanhol. O da TMN mostrou-se inoperacional passada a fronteira. Razões de segurança disseram-me. Treta. As empresas portuguesas continuam a dormir e a tratar os clientes como os dos supermercados.
Um país extraordinário [e percebo o esbasbacamento do Saramago] mas com sindicatos q.b. Trabalha-se ali ao domingo e serve-se os turistas enquanto os há. Aqui funciona-se e enfia-se o turista no colete das conveniências caseiras. Desde que não atrapalhe. Basta ver a vergonha da Baixa e compará-la como eu o fiz com a zona histórica de Lugo, Oviedo ou Santiago de Compostela. Automóveis na zona histórica? Não passam, não senhor. Ficam nos parques [e há-os por todo o lado]. Zonas históricas acessíveis apenas a peões. Não me apercebi que isso fosse desfavorável ao comércio [bem pelo contrário]. Aqui quer-se o carro do vereneante dentro da loja. Não é já um problema de falta de informação mas já de caturrice e estupidez. Ou de falta de visão.
Dr. António Costa abra os olhos e siga os exemplos aqui ao lado.

domingo, 22 de julho de 2007

A propósito de livros e editoras

Uma das coisas surpreendentes do país é a variedade e qualidade do que se publica. Os editores tradicionais estão de certa forma liquidados. Ainda bem pelos leitores. Outras editoras hoje procuram segmentos de mercado que estavam arredios da escolha tradicional e que sempre ouvi dizer que não eram lucrativos. Por exemplo, a editora de Zita Seabra [Aletheia] oferece um conjunto de títulos particularmente interessantes no domínio das ciências sociais. Mas ponto essencial é a qualidade das traduções.
As últimas que li foram francamente medíocres. Francis Fukuyama na Gradiva, num livro que considero uma excelente síntese da análise neoconservadora - Depois dos Neoconservadores - das relações internacionais é claramente prejudicado por uma tradução inqualificável. Também O Fim da Fé de Samuel Harris para a Bertrand. Um livro estrutural para se perceber as origens do islamismo como ideologia totalitária e grande ameaça para a modernidade e o laicismo.
Para qualquer dos dois não hesito em recomendar aos leitores a leitura da respectiva versão original. Bola negra para as editoras Gradiva e a Bertrand. Tenham vergonha.

No regresso I

...ajusto-me ainda à escala do tempo depois de duas revigorizantes semanas em Portugal e Espanha. É bom saborear o regresso à Pátria depois de largos meses fora.

O primeiro contacto com o país é feio. A chegada ao aeroporto da Portela uma prova de ânimo [ou falta dele]. A baralhada das chegadas, a sujidade, a falta de comodidade, a anarquia na tomada do táxi. Dificilmente percebemos estar a chegar a um país europeu. O país definitivamente precisa de um novo look, de uma nova fácies. O aeroporto é a porta de entrada. Há que mudá-lo.
O argumento do despesismo é inócuo. Não me apercebi nos restaurantes, nos supermercados ou nas estradas da crise económica dos portugueses. Bem pelo contrário. Gasta-se galhardamente, sem olhar a quê ou como. E não me digam que são [só] as classes altas. Pura invenção ou discurso da "treta".
Mas toda a gente se queixa: do chofer de táxi ao amigo com quem estive de relance. É quase uma forma de estar, choramingar, resmungar.
Feias as portuguesas. A moda agora é desnudar a barriga e repuxar o decote. Nunca vi tanta mulher gorda na minha vida. A bocha, o pneu já não é exclusivo masculino, é algo partilhado, e exibido com ostentação, quase com arrogância. Não percebo já qual o ideal de beleza das portuguesas.