terça-feira, 7 de agosto de 2007

É o Basílio...

"António Basílio: assim se chama o homem que denunciou Charrua. Um nome a fixar"

João Miguel Tavares, "Diário de Notícias", 07-08-2007

O Grande Líder

O Grande líder em 3 dimensões, segundo Marques Mendes


Rapidinhas 25- Metidos no buraco

Mesmo sem ter de recorrer à ressurreição de D Afonso Henriques, Portugal ganhou mais uns milhares de hectares para o seu território. Não foi conquistado aos mouros, mas sim na Secretaria ( uma forma de vencer que se está a tornar hábito em várias modalidades por todo o mundo) da ONU.
O terreno agora “anexado” a Portugal fica bem no fundo no mar, o que se apropria à nossa condição de país metido num buraco.

A TAP é só um exemplo...

Há coisas que irritam qualquer mortal. Uma delas é a displicência com que algumas empresas tratam as pessoas, manifestando total desrespeito por quem garante a sua sobrevivência.
Este caso é exemplar:
Uma pessoa compra um bilhete de avião de Amsterdam para o Porto, pensando que três horas mais tarde está em casa e que lhe acontece?
Em primeiro lugar, o voo marcado para as 12h30 só parte três horas mais tarde- ou seja, à hora a que o passageiro já pensava estar em casa.... Depois, quando já está a apertar o cinto de segurança para aterra no local de destino, é informado que afinal vai aterrar primeiro em Lisboa, só seguindo para o Porto duas horas mais tarde. Quando volta a embarcar, a tripulação constata que não há lugar para todos os passageiros ( o que se explica porque a transportadora “aproveitou” a escala em Lisboa, para meter mais uns passageiros). Mais uns tempos de espera para que o assunto seja resolvido, um dos passageiros desespera, entra em altercação com os tripulantes e recebe ordem de expulsão do avião, sendo obrigado a ir de Lisboa para o Porto- onde chega às duas da manhã- de autocarro.
Para a empresa são tudo situações normais. E realmente tem razão, pois situações como a que ocorreu ontem no voo Amsterdam/ Lisboa da TAP ocorrem com inusitada frequência, levando os cidadãos a insurgirem-se contra uma prática que, encoberta na alegação de “questões técnicas”, não passa de uma operação comercial determinada por questões económicas. Ontem virou notícia, porque nesse voo viajava uma equipa de futebol.
Não deveria ter sido esse, porém, o objecto da notícia, mas sim a prática regular seguida pela transportadora que, com o objectivo de obter mais lucros, desrespeita por completo os passageiros.
Assim, não admira que a TAP apresente lucros. Nem espanta que empresas de outros ramos de actividade sigam práticas idênticas, desrespeitando impunemente os seus clientes. O que admira é a passividade dos portugueses, sempre tão lestos a reclamar contra os governantes e os funcionários públicos - e tão submissos quando se trata de reagir contra práticas das empresas que os tratam como objectos imprestáveis.
Já era tempo de os portugueses pensarem se não radicará nos seus comportamentos a causa primeira deste atraso intrínseco do país. Era altura de crescerem e reclamarem do que vale ( mesmo) a pena...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Para os apreciadores...

Alguns amigos que nos dão o privilégio de visitar este blogue pediram-me que escrevesse com mais frequência sobre o tango e a América Latina. Vou tentar fazê-lo, mas para os mais sedentos de saber coisas sobre o tango recomendo a visita deste site que produzi com colegas e amigos. Embora esteja datado, estou certo que encontrarão lá alguma informação útil
http://www.cenjor.pt/design/digital/tango/

Rapidinhas 24- Ofertas de Verão

Durante o Verão, o DN oferece aos seus leitores quatro livros por semana. A escolha é variada e, embora os critérios de selecção das obras sejam discutíveis, encontram-se alguns bons títulos. Se – para além de vender jornais- o objectivo do DN é fomentar a leitura entre os portugueses, pode dizer-se que se trata de uma tentativa falhada. Embora se trate de edições de bolso, é inadmissível que o corpo de letra seja tão reduzido e o entrelinhamento tão apertado, desencorajando a leitura. Assim não vamos lá...

Hiroshima, our horror

Há 62 anos uma bomba atómica caiu sobre a cidade de Hiroshima. Lançou-a o bombardeiro ENOLA GAY, às 8,15 hora local. O lançamento da bomba anunciado pelo presidente Harry S. Truman a bordo do navio USS Augusta teve como objectivo lançar um ultimato sobre os japoneses e a sua conivência com o expasionismo alemão, constituindo também uma vitória sobre os alemães na corrida para o fabrico de uma arma táctica usando energia nuclear.
Na ocasião Clement Attle, o primeiro-ministro inglês que sucederia a Wiston Churchill leria nos Comuns uma declaração do político inglês em que se referia

"by God's mercy, Britain and American science outpaced all German efforts. There were on a considerable scale, but far behind. The possession of these powers by
the Germans at any time might have altered the result of the war [...]We must
also indeed pray that these awful agencies will be made to conduce peace among
the nations and that istead of wreaking meassureless havoc upon the entire globe
they become the perennial fountain of world prosperity".
Será impossível predizer a sorte da Segunda Guerra Mundial se este bombardeamento contra unidades de abastecimento do exército japonês não tivesse tido lugar. O número de mortos segundo as estimativas japonesas ao tempo foi de 118,661 civis mas reacertos posteriores põem o número em 140,000 vítimas, um pouco menos de metade da população da cidade. Três dias depois, os Estados Unidos lançariam uma segunda bomba contra Nagasaki, resultando em 74,000 mortos.
Os bombardeamentos levaram o Japão a render-se aos alidos a 14 de Agosto de 1945, oito dias depois do lançamento da primeira bomba. A rendição seria assinada a 2 de Setembro.
O horror dos bombardeamentos e das suas vítimas deverá alertar-nos para os propósitos militaristas de governos que buscam através da ilegítima superioridade militar dominar e subjugar os vizinhos. Ontem foi o Japão, hoje ou amanhã poderá ser qualquer outra nação dentro ou fora deste continente.
O acontecimento revelou, também, as consequências da deriva nacionalista e patrioteira, quando as instituições democráticas não existem ou não funcionam.
O protesto sobre os horrorores assinalado no Japão e por todo o mundo não deve nem pode amnistiar as responsabilidades dos agressores e dos belicistas. O argumento pacifista contra todas as guerras e ataques de um estado contra outro esconde pelas generalizações que traz associadas quando o uso da força é [ou não] legítimo para preservação da paz e da segurança no mundo. E por tal basista e irresponsabilizante.

domingo, 5 de agosto de 2007

Tabela classificativa das melhores universidades do mundo

O Institute of Higher Education publicou pela sexta ou sétima vez o ranking anual das melhores universidades do mundo. O prestigiado charter da Jiatong University em Xangai é considerado um barómetro de excelência dos estudos superiores no mundo e usado para colocação dos melhores alunos asiáticos. Entre os critérios formadores da lista contam-se o número de alunos, os investigadores premiados com Prémios Nobel, ou com trabalhos publicados em revistas académicas de prestígio.
Os primeiros 10 lugares encabeçados pela Universidade de Harvard [EUA] contam com 8 universidades americanas e apenas duas europeias [Cambridge e Oxford - GB]. Do 11 ao 30, 16 universidades americanas, duas japonesas [Universidades de Tóquio e Quioto], a Universidade de Toronto [Canadá], e duas europeias [o University College de Londres e o Swiss Federal Institute of Technology de Zurique]. De destacar do 30 ao 60, 18 universidades americanas, a Université Paris 06 [em 39.o], a Universidade de Utrecht [Holanda, em 42], a Universidade de Copenhague [43.o], a Universidade de Manchester [48.o], a Universidade Paris 11 [ 52.o], o Karolinska Institute de Stockholm [53.o], as Universidades de Edinburgo [53.o], Munique [53.o], Zurique [58.o].
Na lista das 100 primeiras não surge qualquer universidade portuguesa ou espanhola.
Na lista especializada das 100 melhores universidades europeias [encabeçada por Cambridge e Oxford] contam-se nos primeiros lugares as universidades de referência da Holanda, França, Suécia, Alemanha, Suiça, Suécia. Curiosa a colocação da Universidade Estatal de Moscovo em 76.o lugar da lista mundial e 23.o do charter europeu. A primeira universidade da Península Ibérica a aparecer na lista europeia é a Universidade de Barcelona [57-80.o]. Seguem entre o 81 e 0 123.o as Universidades Autónoma de Madrid, Complutense de Madrid e de Valencia. Nenhuma universidade portuguesa surge nas 100 melhores universidades europeias.
O ranking serve para o que serve mas é um medidor razoável da qualidade [e eficácia] do ensino universitário. Portugal teima em estar arredio da excelência universitária como o está erm tantas frentes da vida intelectual e pública.